terça-feira, outubro 30, 2012

Herdade do Peso

Herdade do Peso Ícone Tinto 2007

Denominação de Origem: DOP Alentejo

Enólogo: Luís Cabral de Almeida

Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Alfrocheiro

O Vinho: Herdade do Peso Ícone é o vinho de topo que a Sogrape Vinhos Produza no Alentejo, declarado apenas em anos excepcionais de qualidade máxima e evidente. Herdade do Peso é a marca que revitaliza a essência do Alentejo mais profundo, trazida à superficie pela ciência e know how da Sogrape Vinhos., produzindo vinhos exuberantes e cativantes, cujos sabores, aromas e cores nos fazem lembrar a vida no seu melhor, tal como a região onde nascem.

Notas de Prova: O Ícone Tinto 2007 apresenta uma profunda cor rubi com nuances violeta. Revela um aroma exuberante e complexo, onde sobressaem os frutos pretos, como amoras e mirtilos, harmoniosamente conjugados com nuances balsâmicas; mentol e caixa de tabaco; e ainda notas a especiarias, sobretudo pimenta. Na boca apresenta uma notável  frescura e uma excelente estrutura e equilíbrio, com taninos presentes mas sedosos, de grande qualidade. O seu final é complexo, revelando grande elegância e persistência aromática.

Vinificação e Maturação: As uvas foram cuidadosamente escolhidas, tendo sido eliminados os componentes vegetais e os bagos mal formados ou com deficiente maturação. Após desengace total e suave esmagamento procedeu-se à sua fermentação e maceração prolongada em cubas de aço inoxidável a temperatura controlada, durante cerca de 20 dias. Atingido o equilíbrio organoléptico pretendido, procedeu-se depois à suave prensagem das massas e à cuidadosa separação do vinho de gota das prensas, mantendo-se esta separação até ao final. Após fermentação maloláctica, os melhores vinhos foram seleccionados e estagiaram durante cerca de 14 meses em barricas novas de carvalho françês. O lote final foi elaborado com base na selecção qualitativa das inúmeras provas e análises efectuadas durante este período, que permitiram escolher os melhores vinhos. Antes do engarrafamento o vinho foi submetido a uma ligeira colagem e filtração. No sentido de preservas a sua mais alta qualidade, foi engarrafado sem tratamento de estabilização pelo frio, o que poderá provocar a formação de depósito durante a sua evolução em garrafa. A fim de atingir o bouquet e o equilíbrio adequados para consumo teve um estágio em garraf de cerca de 2 anos.

A garrafa deve ser armazenada deitada em local fresco e seco e ao abrigo da luz. Dever ser servido a uma temperatura entre os 17ºC-20ºC.

Ideal para acompanhar pratos ricos de carne, como o borrego, pratos de caça, como lebre ou javali e ainda queijos fortes.

segunda-feira, outubro 29, 2012

Bols Licores

Licores Bols

A história da BOLS começa no ano de 1575, quando Lucas Bols montou uma pequena destilaria nos arredores de Amesterdão.

Com as especiarias e ervas aromáticas trazidas pelos mercadores holandeses, Lucas e os seus descendentes aperfeiçoaram as suas obras-primas.

Para conseguir os seus sabores genuínos seguindo os mais elevados padrões de qualidade, estilo e requinte, a BOLS trata ela própria dos processos de maceração, destilação e filtração, recorrendo a sumos naturais  ao invés de concentrados ou corantes.

Os licores BOLS representam estilo, sofisticação e qualidade suprema, sendo lideres à escala mundial. São geralmente utilizados em misturas para long drinks ou cocktails e os produtos estão conotados com uma imagem de qualidade e versatilidade que atravessa idades e barreiras culturais.

Referências disponíveis:
Blue; Banana; Cacao White; Cacao Brown; Creme de Cassis; Coffee; Cherry; Triple Sec; Strawberry; Peppermint Green

Altas Quintas Reserva 2005 Tinto

Altas Quintas Reserva - Vinho Regional Alentejano

Colheita: 2005
Produtor: Altas Quintas Lda
Enólogo: Paulo Laureano
Castas: Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet

Enologia: Desenhado com base numa selecção de uvas com elevadas concentrações das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet. O vinho fermentou em balseiros de carvalho françês Seguin Moreau com temperaturas controladas a que se seguiram macerações de trinta dias. Estagiou durante dezasseis meses em barricas novas de carvalho françês e americano, e após uma filtração grosseira, permaneceu em garrafa, até atingir um equilíbrio e uma harmonia que permitiu o seu lançamento no mercado.

Notas de Prova: Vinho de cor granada profunda, com aromas de compotas de ameixa e amoras negras, mescladas com notas de especiarias e chocolate negro. Na boca revela associado a uma forte estrutura e uma frescura surpreendente, taninos firmes mas sedosos e uma agradável, longa e persistente elegância.


Viticultura: As vinhas encontram-se a 600 metros de altitude, inseridas num planalto que se desenvolve de forma única, na área do Parque de São Mamede. As condições do mesoclima desta zona, os solos de médio potencial produtivo e a altitude a que se encontram as plantas, contribuem para um terroir único, que se descobre e se sente nos vinhos.
A vinha é conduzida dentro de um programa de protecção integrada e, após uma forte redução de produção e de uma aturada selecção das uvas, as mesmas foram colhidas de forma manual, talhão a talhão e casta a casta durante o mês de Setembro. A colheita fez-se para pequenas caixas de 20 Kg, as quais foram transportadas para a adega. Para este vinho foram seleccionadas as uvas com as concentrações mais elevadas da colheita de 2005.

sexta-feira, outubro 26, 2012

Reconhecer os aromas

Quando nos preparamos para analisar o aroma de um vinho, a primeira coisa a saber é que de nada serve cheira-lo continuamente. Existe um mecanismo da adaptação que se traduz numa diminuição da percepção da intensidade dos odores  presentes.
Assim, leve o copo junto ao nariz, inspire e concentre-se nos aromas que rapidamente detectar, não repetindo essa operação mais de duas ou três vezes consecutivas. Se desejar sentir de novo o perfume, faça uma breve pausa, 15 a 20 segundos, antes de voltar a aproxima-lo do nariz. Para exercitar o olfacto, é importante memorizar o nome quando percepcionamos um dado aroma. Uma boa forma de o fazer é repeti-lo em voz alta, associando-o a imagens, sons e até acontecimentos. De facto, os odores invocam episódios e estados de espírito. No olfacto, prevalece a memória episódica. Às vezes o odor é expresso como um acontecimento ou um elemento que o caracteriza. Pode-se treinar com os alimentos ou as refeições, tentando captar e memorizar as notas aromáticas presentes. Abra o frigorífico ou a despensa e cheire o que encontra. Será uma boa ideia repetir a operação mantendo os olhos fechados, tentando associar o odor ao nome., para verificar se o memorizou correctamente. Siga uma ordem por categorias, começando pela fruta, ananás, banana, laranja, limão, maçã e morango, mas também frutos secos , que são aromas que aparecem muito nos vinhos. Depois dedique-se às especiarias , baunilha, canela, noz-moscada e pimenta, entre outras. Em seguida, considere os legumes mais comuns. Se tiverem rama esfregue-a nas mãos para cheiras as notas vegetais que deixa, típicas em alguns vinhos como os elaborados com a casta Sauvignon. Finalmente conclua com as ervas aromáticas, manjericão, orégãos, rosmaninho, aromas que se encontram em alguns vinhos. Preste ainda atenção as ambientes, como as floristas, padarias, pastelarias, para ter uma memória olfactiva ainda mais apurada. Na prática sensorial é usual usar-se preparados já vendidos para tal.

quinta-feira, outubro 25, 2012

The Balvenie - 30 Anos

The Balvenie - 30 Anos

O Malte Master da destilaria, Davis Stewart, seleccionou os melhores cascos guardados há trinta anos na destilaria The Balvenie.

Resulta do casamento de The Balvenie suavemente envelhecido  em cascos de Bourbon com o The Balvenie amadureciso em cascos de Sherry oloroso, o que o torna um Single Malt Whisky suave e rico, com uma profundidade e complexidade invulgares.

Foi distinguido pelo International Spirits Challenge 2006, com uma Medalha de Ouro. Distinguido com uma Medalha de Ouro "Best in Class" no International Wine & Spirits Competition 2006.

Notas de prova: Melado e sedoso no nariz com taninos suaves e nuances de laranja caramelizada. The Balvenie 30 Anos apresenta uma grande profundidade, com chocolate negro, notas de ameixa, marzipan e pêras caramelizadas. Um final excepcionalmente suave e longo com uma especiaria suave e uma doçura que teima em desaparecer.

Altas Quintas Branco

Altas Quintas Colheita - Vinho Regional Alentejano

Colheita: 2008
Produtor: Altas Quintas Lda
Enólogo: Paulo Laureano
Castas: Verdelho e Arinto

Enologia: Construído sobre uma base nas castas Verdelho e Arinto, este vinho resultou de uma selecção das melhores uvas brancas de Altas Quintas. A fermentação decorreu em barricas novas de carvalho françês a uma temperatura  de 14º C e posteriormente o vinho foi deixado nas mesmas barricas em maturação durante mais seis meses. Ao longo deste período foi feita uma batonnage, progressivamente decrescente para conferir ao vinho uma maior estrutura.

Notas de prova: O vinho de cor citrina, mostra notas de fruta tropical muito intensa, mescladas com a especiaria da madeira. Na boca une a sua frescura e uma estrutura marcante, complexa e de elevada persistência.

Viticultura: As vinhas encontram-se a 600 metros de altitude, inseridas num planalto que se desenvolve de forma única, na área do Parque de São Mamede. As condições do mesoclima desta zona, os solos de médio potencial produtivo e a altitude a que se encontram as plantas, contribuem para um terroir único, que se descobre e se sente nos vinhos.
A vinha é conduzida dentro de um programa de protecção integrada e, após uma forte redução de produção e de uma aturada selecção das uvas, as mesmas foram colhidas de forma manual, talhão a talhão e casta a casta durante o mês de Setembro. A colheita fez-se para pequenas caixas de 20 Kg, as quais foram transportadas para a adega.

domingo, outubro 21, 2012

A avaliação

O efeito alone

No reconhecimento das sensações, um dos problemas que se nos pode deparar é o designado "efeito alone". Por exemplo, se um vinho é caracterizado por uma elevada adstringência, este atributo será acentuado no vinho provado imediatamente a seguir. Já com a doçura , acontece exactamente o contrário, neste caso.podemos falar de supressão da sensação.

A avaliação pessoal

De todos os factores que determinam a avaliação de um produto, assume particular relevância a experiência pessoal. Depois de um jantar à base de marisco que correu mal ou foi indigesto, será fácil que o seu cheiro se torne indesejável por muito tempo. Se, pelo contrário, o mesmo constituiu o repasto principal de uma noite agradável, teremos tendência a premiar esse odor.
Pela mesma ordem de ideias, o estado de espírito do provador tem a sua importância na avaliação sensorial. Não apenas na aceitação, mas também na descrição do produto. A experiência, a cultura, a linguagem, a memória e a emotividade não se limitam a intervir na percepção, mas também são parte integrante e activa desta.
O olfacto é um sentido especial, as suas conexões com o cérebro, em particular com áreas neurológicas relacionadas com a emotividade e a memória, são mais evidentes do que as dos outros sentidos.

O reconhecimento das sensações

Quando se prova um vinho, quer seja a nível profissional ou por prazer, são muitos os factores individuais que intervêm: a condição psicológica , a capacidade intelectual e o grau de formação ou de treino do provador,.... Não é possível ignorar os factores psíquicos que entram em jogo no decorrer da percepção, mas podemos tentar compreender de que modo podem modificá-la. As sensações que nos chegam de cada um dos sentidos não são independentes, mas formam um todo, de tal forma que a percepção final é complexa e global. Geralmente conseguimos distinguir sensações básicas, mas no momento em que provamos um vinho devemos decompô-las em elementos mais simples. Antes de estes serem designados pelo nome, precisam ser reconhecidos (a detecção de um odor concreto precederá à sua denominação). A capacidade de identificar determinadas percepções depende das experiências de cada um.
Para pôr em prática a análise olfactiva de um vinho não é necessário ser um especialista, mas sim estar treinado e apto a reconhecer e designar os aromas. Se nunca cheirámos o cheiro do feno, dificilmente este se manifestará no perfil do vinho. Podemos sentir qualquer odor não definido mas a nossa mente não sabe designar esse aroma.
Depois de termos percepcionado determinada sensação e de a decompor-mos em elementos mais simples , torna-se necessário atribuir-lhe palavras que advenham da nossa experiência. No caso do feno, podemos recordar-nos de algo que nos lembre o celeiro dos nossos avós, mas não saber dar-lhe um nome. Por isso, o processo de análise, a capacidade expressiva e a amplitude do léxico do provador são fundamentais. Poder-se-ia pensar que o que percepcionamos num vinho é apenas fruto da mente e dos seus condicionalismos. Que quando sentimos, por exemplo, uma aroma de frutos silvestres, ele não existe como tal, mas que se trata apenas de uma convenção. Mas não é bem assim. Os aromas que percepcionamos num vinho são reais, devido a moléculas que se desenvolveram durante o processo de produção, que existem no mundo vegetal e que são responsáveis pelos odores  típicos do fruto, da flor ou do ambiente em que estão presentes. O que acontece é que, para serem reconhecidos, necessitam que o provador já tenha passado por uma experiência sensorial que permita identificá-los.

Tom de Baton Branco 2010 - Douro

Tom de Baton Branco 2010

Enólogo: Paulo Duarte

Produtor: Terroir d'Origem, Lda

Castas: Viosinho, Códega, Malvasia-Fina, Gouveio, e Rabigato

Segundo o produtor, " o nosso compromisso é apostar na qualidade aproveitando ao máximo as potencialidades situadas em Casal de Loivos-Pinhão, a mais nobre zona de vinhos da Região Demarcada do Douro".

Vinhas e Vinificação: As uvas são provenientes de uma vinha em Sabrosa, implantada em terreno de xisto, com mistura de várias castas, como Viosinho, Códega, Malvasia-Fina, Gouveio e Rabigato. A vindima decorreu no início de Outubro. As uvas foram vindimadas manualmente e de acordo com uma selecção criteriosa das melhores uvas da vinha. As uvas foram totalmente desengaçadas e imediatamente prensadas em prensa pneumática. O mosto de lágrima foi arrefecido e decantado a baixas temperaturas durante 24 horas. A fermentação decorreu  em depósitos de inox com controlo de temperatura de cerca de 16 graus centígrados, durante três semanas. Estagiou apenas em cubas de inox para preservar todos os aromas da fruta fresca.

Cor: Cítrica e límpida
Nariz: Bastante frutado, a causar desde logo muito boa impressão, com destaque para as notas tropicais e cítricas, estas bem presentes
Boca: Muito agradável, a confirmar o excelente nariz e com um final extremamente refrescante, potenciado pela excelente acidez, onde quase nem se notam os seus 13,5 por cento de volume alcoólico. Esta frescura é também potenciada pela ausência de estágio em madeira. Um vinho muito agradável aos sentidos.

Acompanha: Pratos de peixes gordos e carnes.

sábado, outubro 20, 2012

As interacções entre os sentidos

Os nossos sistemas perceptivos estão em estreita relação. As sensações nunca dizem respeito a apenas um sentido, mas à união de planos sensoriais diferentes, aquilo a que se designa por "sinestesia". A linguagem que usamos no quotidiano confirma-o. Muitas vezes expressamos uma sensação relativa à visão, ao olfacto ou à audição com termos característicos de outros órgãos sensoriais, uma cor estridente, um aroma picante, uma música doce...As nossas percepções são, assim, muito complexas, e há muitos exemplos que o comprovam. Isto é particularmente evidente durante a prova de vinhos, já que a visão, o olfacto e o paladar se influenciam de forma recíproca.
Está provado que substâncias com cores vivas e intensas vêm acompanhadas de odores mais acentuados, quando comparados com outras de tons mais ténues. A cor pode influenciar de tal forma o olfacto que torna alguns aromas irreconhecíveis. Exemplo, foi possível observar que alguns provadores não conseguiam distinguir aromas de sumos frutados, gelatinas e gelados que apresentassem uma cor não característica, tal como uma gelatina de morango de cor verde ou uma bebida de framboesa de cor amarela. Pelo mesmo motivo a cor vermelha intensa com reflexos violetas num vinho pode tornar maior a intensidade do seu frutado. O mesmo pode acontecer num líquido verde, cujo aroma a menta se percepciona mais intenso relativamente a um de coloração vermelha.
Também o paladar pode influenciar significativamente o olfacto. Algumas sensações tendem a enfatizar outras. Exemplo, com o aumentar da sensação doce, o aroma frutado também parece mais intenso.
A audição também pode interferir nas nossas percepções, já se demonstrou que, na ausência de sinais auditivos, é mais difícil reconhecer os sabores doce e salgado, assim como o excesso de ruído pode causar uma diminuição dos odores. É por estas razão que se mantém o silêncio nas salas de prova.
O tacto, em alguns produtos, a viscosidade, por exemplo, é determinante, repare que uma das características mais populares do chocolate é a sua solubilidade. Este tipo de interacções pode depender da nossa estrutura neurológica, de condicionantes culturais ou da nossa psicologia. O provador não tem controlo sobre elas, nem sequer através da sua consciência. Aquilo que se pode controlar são as condições em que as provas se realizam, optimizando assim o ambiente, reduzindo o ruído e os estímulos que possam interferir com o aspecto sensorial específico que está a ser avaliado. Exemplo, para alguns produtos, pode-se recorrer a luzes coloridas para mascarar uma cor que possa influenciar a avaliação do odor. 

Gerard Bertrand - Le Viala

Le Viala é originário dos contrafortes solarengos do Minervois La Livinière. Um terroir histórico, no sopé da Montagne Noire que permite às castas mediterrânicas, Syrah, Grenache e Carignan, exprimirem-se plenamente.

Solo: Marga e calcário. Este solo muito árido é um travão natural à produção de vinho devido ao enraizamento profundo. A parcela encontra-se exposta a Sul nos terraços da aldeia de La Livinière a uma altitude de 250 metros.

Castas: 60% Syrah, 25% Grenache e 15% Carignan

Vinificação: Maceração em cachos inteiros para Syrah e Carignan, maceração depois do desengace para Grenache. Envelhecimento durante cerca de 12 meses em pipas de carvalho novas.

A sua cor é violeta densa

No nariz, perfilam-se notas delicadas de frutos pretos. Encorpado, muito concentrado, com taninos fortes, bela frescura com perfumes a lembrar ervas frescas da charneca e chocolate preto, alcaçuz e diversas especiarias.

Apresenta-se com uma grande maturidade. Para todos os adeptos de vinhos dominados pela casta Syrah forte e autentica.

Acompanha: peito de pato e grandes queijos 

Sensação que prevalece

Para além dos factores e dos mecanismos "distorcivos", deve-se ter em conta que cada um de nós tem uma sensação que prevalece. Há pessoas especialmente visuais, com uma óptima memória fotográfica, outras particularmente auditivas e outras mais sinestésicas, que relacionam planos sensoriais diferentes (o gosto com o cheiro ou a visão com o tacto). Diante de um bolo, um indivíduo mais visual poderá reparar nas respectivas dimensões e cores, enquanto um sinestésico tenderá a captar perfumes ou as sensações envoltas no palato. Seguindo a mesma ordem de ideias, quando se pronuncia a palavra "folha" num determinado grupo de pessoas, poderá quem visualize apenas a sua imagem, quem sinta o seu sussurro pelo embate do vento ou quem imagine o seu perfume herbáceo ou se lembre do seu sabor amargo. Assim se percebe que, ao descrever uma percepção, os indivíduos se comportem de maneira diferente em função do seu órgão dos sentidos dominante.

A integração das sensações
As diferentes sensações nunca nos chegam diferenciadas, aquilo que percepcionamos e vivemos é sempre uma experiência multi-sensorial, vivida e recordada na sua globalidade. As sensações que advêm dos diversos sentidos não podem se consideradas de forma independente. Pelo contrário, formam um todo.
Exemplo, quando provamos um vinho, temos antes de tudo, durante a análise sensorial, um impressão gustativa global. Depois, para definir o sabor, fazemos um esforço mental para separar as diferentes características; ácido, amargo ou doce.
A subdivisão da análise sensorial de um vinho em quatro fazes: avaliação visual, olfactiva, gustativa e retro-nasal, não é, por isso natural e óbvia. O provador tem de se empenhar em isolar os diferentes componentes. Daí que a capacidade de análise, ou seja, a habilidade para decompor uma experiência complexa noutras mais simples, seja um requisito importante para um bom juiz.
Por tudo isso, podemos perceber que, por exemplo, quando cheiramos um vinho, não estamos simplesmente a percepcionar o seu aroma. Na verdade, o seu odor está combinado com a sensação visual que a sua cor transmite, com a temperatura do espaço onde nos encontramos, com o barulho que nos rodeia, com a sensação da cadeira onde estamos sentados......etc. 

A distorção da realidade

Alguns estudiosos defendem que o cérebro, o nosso computador pessoal, processa mais de 11 milhões de bytes por segundo, mais do que pode ser feito por qualquer máquina, por muito potente que seja. Contudo, apenas uma pequena parte dessa informação é trabalhada ao nível do consciente. A nossa mente deve gerir todos os dados a seleccionar e reduzir a informação. A realidade é, portanto, modificada pelo nosso intelecto de acordo com mecanismos fundamentais.

Generalização: Se, durante as férias, provámos um moscatel demasiado doce, poderemos ser levados a não beber mais essa bebida. Mesmo que provemos um outro menos doce, daremos sempre importância ao açucarado do a qualquer outra característica. É a esse tipo de preconceito automático que referimos quando se fala em generalizações. Na mesma ordem de ideias, se degustarmos um azeite de cor verde acentuada, seremos tentados a dizer que o aroma predominante é o herbácio.

Anulação: Fala-se de anulação quando, no interior de uma percepção complexa, seleccionamos apenas alguns aspectos, excluindo ou anulando os restantes. Exemplo, apesar da sobreposição de várias vozes num local lotado e ruidoso, muitas vezes conseguimos seguir uma conversa interessante, porque a sobrepomos às outras. O mesmo acontece quando, num azeite com um aroma herbáceo acentuado, podemos não ser capazes de captar os perfumes menos intensos.

Deformação: Este mecanismo está intimamente relacionado com as expectativas. Se nos for servido um vinho com uma denominação de origem que conhecemos bem, frequentemente sabemos o que podemos esperar. Exemplo, se soubermos que um Bucelas é caracterízado pelo acídulo e frutado típico da casta Arinto, teremos tendência para, em qualquer vinho com essa denominação de origem, captar os mesmos aromas. E podemos senti-los de verdade, porque o autoconvencimento pode realçar qualquer coisa, mesmo que não exista. 

sexta-feira, outubro 19, 2012

Os Instrumentos de prova

De que "instrumentos" nos servimos para provar um vinho? Será dos órgãos dos sentidos? Por muito estranho que nos pareça a resposta é: não propriamente. Na verdade o provador não utiliza os olhos, o nariz ou a boca como instrumentos de medição, mas sim a cabeça, ou seja, o cérebro com todas as distorções que isso comporta. As experiências pessoais e culturais são parte integrante do modo de pensar e agir e, portanto, de percepcionar. Tal significa que durante uma prova de vinhos cada um se comporta de forma diferente.
As características sensoriais de um vinho, as sensações de doce ou frutado, por exemplo, não são realmente propriedade do vinho, mas o fruto da sua interacção com o provador, através dos seus sentidos. Portanto, há uma grande distância entre o produto, com todas as suas qualidades, e a percepção que dele se pode obter. A representação das sensações é pessoal e limitada por muitos factores.

Factores neurológicos
A transformação da realidade inicia-se com a acção dos órgãos sensoriais. Existem desde logo fenómenos que não se conseguem captar. A visão percepciona uma parte das ondas electromagnéticas sob a forma de cores, mas não os raios X, ultravioletas ou os infravermelhos. A audição humana pode captar ondas sonoras variáveis entre 20 a 20 mil ciclos de segundo (Hertz), mas não os ultra-sons que são ondas acústicas com frequência superior.

Factores individuais
Cada ser humano acumula, uma serie de experiências que são parte integrante do seu modo de percepcionar a realidade. Quando sentimos o aroma de um vinho, o seu reconhecimento, a definição das suas características e a avaliação da sua qualidade não podem realizar-se se não tiver tido determinadas vivências. Falamos de percepções simples e genéricas, não é possível reconhecer o amargo de um vinho se nunca se teve a experiência de saber o que é o amargo e em que contexto está presente. Entre os factores individuais encontram-se perturbações como o daltonismo, a anosmia ou a hiposmia.

Factores sociais
O mais importante dos factores sociais é a linguagem. Para compreender melhor este conceito basta ter presente o facto de conseguirmos ver muitas tonalidades, mas apenas identificarmos e descrevermos algumas, porque não possuímos palavras para designar todas individualmente. Assim, cada um de nós pode percepcionar uma ampla porção do universo, ainda que a informação que consiga transmitir seja reduzida.

Macleod's Blended Scotch Whisky

Isle of Skye

Como o seu nome sugere "Isle of Skye" Whisky Escocês Blended Superior, teve a sua origem na mais celebrada das ilhas escocesas.

As suas características são derivadas da receita original de Ian Macleod datada do Século IX - a cuidadosa selecção das melhores qualidades de Malt Whisky, das Ilhas Escocesas e da região de Speyside, envelhecidas individualmente em cascos de carvalho, antes de serem misturadas (blended), retornando aos cascos para apurarem, seguindo-se o engarrafamento.

Da dedicação de Ian Macleod à sua especialidade, resultou um distinto paladar rico e certa maturação, que normalmente só se encontram num Whisky de Luxo.

A ideia de Ian Macleod era simples: " Os outros Blends de whisky, seja qual for a excelência da sua qualidade, não lhe faziam lembrar a sua terra natal ". Esta receita continua a ser ainda hoje utilizada, sem ser alterada.

Quinta do Côtto


Quinta do Côtto

É o vinho tinto da Quinta produzido todos os anos com castas típicas do Douro. De estrutura complexa e equilibrada, é muito agradável de beber quando novo, mas com uma belíssima evolução ao longo dos anos.

Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Francesa e Sousão

Vinificação: Uvas com desengaçe total fermentadas durante cerca de 10 dias em cubas de aço inox com temperatura controlada. Maceração pelicular durante 15 dias. Fermentação maloláctica. Estabilização.

Aroma: Elegante com boa complexidade, notas de chocolate, especiarias, fruta vermelha madura de boa intensidade, ligeiro fumado bem integrado com ligeiras notas florais que conferem harmonia.

Boca: Elegante, demonstrando um equilíbrio correcto. Bom volume, taninos bem estruturados e redondos. Final persistente e agradável com notas tostadas conferindo uma sensação agradável.

Acompanha: Peixe gordo assado ou grelhado, pratos de bacalhau e carnes grelhadas.

Quinta do Côtto - Grande Escolha

Côtto Grande Escolha

Vinho de guarda, produzido em anos de qualidade excepcional, evidenciando fortemente o terroir da Quinta do Côtto. De grande complexidade e fineza, os taninos do carvalho português conferem o carácter e a elegância que o tornam único.

Castas: Predominância de Touriga Nacional e Tinta Roriz

Vinificação: Uvas seleccionadas, ligeiro esmagamento, desengace total, curta maceração pré-fermentativa, fermentação alcoólica durante 15 dias em cubas de inox com controle de temperatura, 20 dias de maceração pós- fermentativa. Fermentação maloláctica, estabilização. Estágio em madeira, cerca de 15 meses em cascos novos de 225 litros em carvalho, tosta média.

Aroma: Boa complexidade e grande profundidade, salientando-se notas de especiarias intensas, fruta vermelha muito madura, e um ligeiro fumado que confere uma harmonia com grande personalidade

Boca: Estrutura elevada, volumoso, taninos intensos no entanto bem maduros, bom equilíbrio, com acidez correcta. Final longo e agradável, em perfeita harmonia. Demonstra o potencial de um grande vinho, apesar de ainda jovem, com grande potencial de envelhecimento.

Acompanha: Carne de caça, anho ou cabrito assado ou estufado

quinta-feira, outubro 18, 2012

Quinta do Côtto - Um Pouco de História


Esta é uma das mais antigas e prestigiadas marcas de vinho do Douro, testemunho da presença secular da

família Montez Champalimaud nesta extraordinária região, e está situada em Cidadelhe, relativamente perto

 da Régua. Os proprietários da quinta produziram exclusivamente Vinho do Porto até ao início do Século

XX, e em 1980 Miguel Champalimaud lançou o primeiro Quinta do Côtto Grande Escolha. A propriedade

possui 75 hectares de vinha e integra um imponente solar, uma ampla e elegante construção do início do

século XVIII.

Gérard Bertrand - Châteaux du Languedoc la Clape

L'Hospitalitas encontra-se localizado no antigo hospício de Narbonne, em pleno maciço de Clape. Essa parcela de excepção é protegida dos ventos do Norte e do excesso de sol graças a uma impressionante falésia de 30 metros que lhe serve de escudo.

Solo: O carácter excepcional desta parcela deve-se principalmente aos dois territórios que a compõem; solo marno-calcário rico em fosseis, portador de água para a vinha durante o verão e um solo compacto de calcário físsurado típico da charneca que permite a produção de vinhos apresentando uma bela conservação.

Castas: Syrah (50%), Mourvèdre (40%) e Grenache (10%)

Vinificação: Syrah é desengaçado antes da sua vinificação que dura entre 15 a 20 dias. Após o inverno, os vinhos são transferidos para pipas de 225 litros, tipo bordalesas, durante cerca de 12 meses, com remoção periódica das leveduras

Aromas intensos de frutos vermelhos maduros, tomilho e rosmaninho. Concentrado, bem constituído, taninos fortes com uma bela mineralidade que dá corpo ao vinho. Esse vinho é representativo do Languedoc: sol, terroirs e alma.

Sugestão de acompanhamento: Uma costeleta de novilho

Gérard Bertrand - Aigle Royal

L'Aigle Royal é proveniente da vinha mais alta do Languedoc, Limoux. É um 100% Chardonnay que reflecte a frescura e a mineralidade da sua região, no sopé dos Pirinéus. A biodiversidade é excepcional. As vinhas de Chardonnay têm ao seu dispor as condições climáticas ideais e produzem vinhos de uma grande frescura e mineralidade.

Solo: Argila calcária. 503 metros de altitude
Castas: 100% Chardonnay

Vinificação: Decantação estática pelo frio, encubação e fermentação em pipa. Envelhecimento sobre borras entre 6 a 8 meses com remoção periódica das leveduras.

Um grande vinho, concentrado com aromas dominados por frutos tropicais e notas de citrinos.
Com um paladar amplo e saboroso marcado também por uma forte mineralidade.
Um vinho harmonioso, elegante e longo.

Para acompanhar lavagante ou caranguejos.

L'Art-de-vivre e os vinhos do Sul

Os valores de excelência, convívio e inovação reflectem-se numa única promessa: dar a conhecer l'Art de Vivre do Sul de França.
Gérard Bertrand, filho da terra, quer dar a conhecer ao mundo inteiro a riqueza e diversidade do patromónio cultural mediterrânico.
A história, a gastronomia e a arte formam um tríptico que desejam dar a conhecer à travers dos vinhos e eventos organizados no Château l'Hospitalet.
O Château l'Hospitalet, adquirido em 2002 por Gérard Bertrand, encarna na perfeição o seu desejo de ser um embaixador da arte de bem viver mediterrânico. Esta propriedade única em pleno Maciço de Clape oferece a todos os visitantes um panorama inesquecível sobre o Mar Mediterrâneo.
Essa propriedade viti-vinícola reconhecida dispõe também de um hotel de 38 quartos personalizados, um restaurante em que o chefe, laureado com o melhor "ouvrier" de França, propõe ementas com produtos du terroir revisitados de acordo com os seus mais belos vinhos vinhos. Durante todo o ano, uma adega destinada à degustação, com vários artesões, oferece aos seus visitantes a possibilidade de descobrir os produtos du terroir. Várias salas equipadas para acolher seminários e eventos. Fins-de-semana temáticos vão alegrar o ano ao longo das estações. 

quarta-feira, outubro 17, 2012

Grand'Arte Alicante Bouschet 2009

Grand'Arte Alicante Bouschet 2009

Enólogo: José Neiva Correia

Casta: Alicante Bouschet

Método clássico de fermentação com desengace e contacto pelicular pré fermentativo seguido de aplicação de leveduras secas activas. Fermentação a 30ºC nos primeiros 2/3, e baixando para 20ºC durante o último 1/3. Durante todo o processo fermentativo são feitas 2 remontagens diárias utilizando em cada uma delas metade do volume contido na cuba. Após a fermentação alcoólica é mergulhada a manta durante 30 dias, durante os quais se procede à extracção dos taninos suaves, à fermentação maloláctica e estabilização natural do vinho.

Estágio: 3 meses em barricas de 225Lt de Carvalho Francês de Allier da Seguin Moreau. Depois de engarrafado o vinho estagia pelo menos 3 meses em garrafa.

Notas de provaRetinto, quase negro, brilhante, de intenso aroma a frutos silvestres maduros. Potente, muito encorpado e estruturado, mas macio, aveludado, combinando bem a fruta madura com a madeira do estágio de 3 meses. Saboroso, elegante, com alguma complexidade, longo e intenso final

Como ServirUm prazer como aperitivo, com petiscos, tapas ou qualquer refeição de carnes vermelhas, risotos, paellas, massas, pizzas, pratos vegetarianos, caril e queijos secos

sexta-feira, outubro 12, 2012

Discreto / DOC / DOP / Doce / Duro

Discreto
Que não apresenta defeitos, mas também não se distingue dos outros pelas suas características

DOC
Denominação de Origem Controlada. Sigla que, na União Europeia, se utiliza em Portugal e Itália. Obtiveram este estatuto os vinhos provenientes das antigas regiões demarcadas.

DOP
Deominação de Origem Protegida. Sigla que na União Europeia, se utiliza para designar géneros alimentares, como o vinho, cuja denominação de origem beneficia de um sistema de proteção que garante a sua genuinidade.

Doce
Vinho cujo teor em açúcar residual é igual ou superior a 45 gramas por litro

Duro
Vinho adstringente, com demasiados taninos. É uma característica própria dos vinhos tintos jovens, que podem amaciar com a idade

Blandy´s VLQPRD Medium Rich 20 Anos

Blandy´s VLQPRD Medium Rich 20 Anos

Enólogo: Francisco Albuquerque

Castas: Terrantez

Cor: Topázio intensa, límpido

Aroma: Boa intensidade, evidentes notas de melaço de cana-de-açúcar, alfarroba, frutos secos e caramelo

Sabor: Com frescura vibrante, macio, com bom corpo e volume, bem estruturado, complexo, termina persistente e elegante.

€: 36.00

Fonte: Revista Paixão Pelo Vinho

Barons Edmond et Benjamin Rothschild - Vinhos

Châteaux Clarke

Um vinho que nasceu de um sonho, é o famoso tinto do Châteaux Clarke. O vinhedo está localizado na região de Listrac, com o seu terroir tão especial que caracteriza este vinho

Châteaux Malmaison

O Châteaux Malmaison viu as suas vinhas reduzidas a apenas 1 hectare em 1974. Desde aí, toda a vinha foi replantada, ostentando hoje 24 hectares. A casta Merlot Noir deu origem a este vinho harmonioso, frutado e suave

Barons Edmond et Benjamin Rothschild - Um pouco de História




Em 1973 o Château Clarke é adquirido pelo Barão Edmond de Rothschild. Este, já accionista 

do castelo Lafite Rothschild, alimentava uma ambição secreta. A sua natureza 

empreendedora e criativa empurrava-o para a realização deste projecto titânico, tornado um 

verdadeiro desafio pessoal. Tinha a convicção que faria de Clarke um grande vinho. A 

produção começou em 1977, e a qualidade dos produtos não parou de subir, bem como a 

imagem dos vinhos de Clarke, que se afirmou sob o impulso de uma equipa dinâmica 

aconselhada por Michael Rolland (desde 1998).

quinta-feira, outubro 11, 2012

Pinot Noir

É difícil de cultivar, difícil de vinificar, mas ainda assim os produtores de todo o mundo são atraídos por esta casta temperamental, sentindo-se tentados a experimentar igualar o estilo clássico dos melhores vinhos borgonheses.

Origens francesas

Borgonha e Champagne. Utilizado igualmente em alguns dos tintos leves e rosés do Loire e no vinho tinto da Alsácia.

Outros locais onde é cultivada

Califórnia, Oregão, Austrália, Nova Zelândia, um pouco na África do Sul. Bastante importante na Europa Central - Sul da Alemanha, Suiça e zonas a leste - mas um tanto rara ao longo do Mediterrâneo. Qualquer um que faça espumante segundo o método tradicional champanhês é provável que utilize Pinot.

Notas Aromáticas

Na sua juventude pose possuir aromas leves a frutos vermelhos, tipicamente framboesa, morango e cereja marashino. Em algumas regiões da Califórnia e da Austrália possui igualmente uma nota subtil de grãos de café ou moca. Possui quase sempre um elemento de carne- carne de vaca nos vinhos novos, tendendo para caça bem curtida à medida que envelhecem, sobreposto nos melhores, por uma extraordinária pungência de trufa negra. Os vinhos classicamente (ou notavelmente, dependendo dos gostos) maduros podem ainda exibir um aroma rançoso, polidamente descrito como "de capoeira", designação que na verdade se refere ao que se pode pisar ao atravessar a capoeira. 

Sauvignon Blanc

Uva dos famosos brancos do Loire, Sancerre e Poully-Fumé, a Sauvignon atraiu as atenções do mundo vinícola para a Nova Zelândia devido a um vinho que é uma autêntica salada de fruta e que provou a versatilidade desta casta.

Origens Francesas

Bordéus, onde é quase sempre misturada com Sémillon (e talvez um pouco de Moscatel). O vale do Alto-Loire é onde estão sediadas as melhores variedades de Sauvignon, e mais a ocidente ao longo do Loire, em Touraine, produzem-se vinhos menos exaltados.

Outros locais onde é cultivada

Bastante difundida, mas especialmente importante na Nova Zelândia e um pouco menos nos Estados Unidos, Austrália e África do Sul. Plantações isoladas na parte mais quente de Languedoc e no Norte de Espanha estão a revelar-se surpreendentemente bem sucedidas.

Notas Aromáticas

Praticamente toda a gama de aromas frutados, desde a fruta verde e ácida como groselha e maçã ácida ou pêra, a notas surpreendentemente exóticas como melão, maracujá e manga. Possui muito frequentemente uma dose exacta de groselhas negras. Também os vegetais verdes podem surgir em grande: ervilhas, espargos e pimentos vermelhos manifestam-se muitas vezes nos exemplares neozelandeses. Existe um atributo animal curiosamente pungente em muitos climas mais frescos, em especial nas versões do Loire, as quais são muitas vezes comparadas à urina de gato ou mesmo ao suor masculino. Se se tiver sorte, pode encontrar-se também aquele fugaz laivo de fumo ligeiramente acre. 

terça-feira, outubro 09, 2012

Vinho a copo

O "vinho a copo" reúne cada vez mais adeptos, especialmente tendo em conta o dinheiro que se paga por algumas garrafas. Além disso, permite consumir vinhos diferentes na mesma refeição e evitar desperdícios quando não se bebe mais do que um copo. Também o facto de, nos últimos anos, o grau alcoólico dos vinhos ter subido pode levar as pessoas não sejam tentadas a beber tanto nem que se sintam obrigadas a optar por outra bebida, por exemplo, antes de conduzir, se estiverem sozinhas à mesa. A boa receptividade desta alternativa originou, nas cartas de vinhos a diminuição de oferta de meias garrafas. Os profissionais de restauração acabam por ganhar mais dinheiro com isso, podendo promover marcas pouco conhecidas ou sugerindo um copo de vinho para acompanhar uma refeição mais simples, como um prego, ou uma entrada de queijo.
Neste serviço, a quantidade a servir por copo deverá ser, idealmente, um quinto de uma garrafa de 750 mililitros, ou seja 150 mililitros por copo. Se fosse aplicada a mesma regra ao preço, um copo de vinho custaria um quinto do preço apresentado na carta por garrafa. Contudo, nos restaurantes que apresentam esta alternativa, o preço de um copo de vinho é normalmente um quarto do preço da garrafa. Embora deva considerar eventuais riscos de perdas e prever o gasto com a abertura de uma garrafa que pode não ser consumida na totalidade, o preço do vinho a copo não deve ser desajustado. Aliás, se for demasiado caro, deixa de ser uma alternativa ao consumo de uma garrafa.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Carta de Vinhos

Sem substituírem os conselhos de um escanção, as cartas mostram quais os vinhos disponíveis e algumas das características de que o cliente precisa para fazer uma escolha consciente e segura. Têm, primeiro que tudo, de ser claras, organizadas e de fácil leitura. Tal como a ementa, as cartas de vinhos passam um pouco da imagem do restaurante onde estão a ser apresentadas. Portanto, pode ser adoptado o mesmo estilo da ementa, por exemplo. Acima de tudo, deve tratar-se de um objecto apresentável e que se perceba bem.

O serviço de escanção está fortemente associado a uma categoria de restaurantes de nível mais elevado. Contudo, quando este não existe, em princípio o chefe de sala, o empregado de mesa ou mesmo até o dono, se lhe for solicitado, pode disponibilizar-se para o aconselhar na escolha do vinho. Se não se considerar totalmente esclarecido com a carta apresentada, não hesite em pedir opinião ou sugestão a quem se mostrar aberto a isso.

Na hora da escolha, nos pratos da balança pesam sobretudo o preço e a harmonia com a refeição. À partida, excluindo exageros que possam ser entediantes, quanto mais vasta for a lista, melhor. É desejável o cliente ter hipótese de escolher entre várias marcas, Denominações de Origem, Indicações Geográficas e anos de colheita e poder optar por pedir uma garrafa ou apenas um copo de vinho.

Desengace / Desequilibrado / Destilação



Desengace

Operação que consiste em separar os bagos do engaço, para evitar que o vinho fique com demasiados taninos

Desequilibrado

Termo utilizado quando as características de um vinho não se encontram em harmonia, em qua há uma predominância evidente de uma(s) sobre as restantes. O contrário de harmonioso e equilibrado

Destilação

Técnica que permite separar, numa mistura alcoólica, o álcool dos restantes componentes, através da sua evaporação, por aquecimento, e posterior condensação, por arrefecimento. Operação que permite obter aguardente a partir do vinho


Soalheiro - Alvarinho

História: João António Cerdeira Plantou as primeiras vinhas de Alvarinho nos anos setenta.
As encostas envolventes de Melgaço, no Norte de Portugal têm o microclima ideal para a casta Alvarinho, a partir do qual produzem o Alvarinho.
Esperão que apreciem a sua frescura e elegância, algo que os apaixona desde 1982.

Produtos: Alvarinho Soalheiro
Um clássico. Frescura aromática, intensidade gustativa e invulgar longevidade em garrafa.

Soalheiro Primeiras Vinhas
Alvarinho produzido a partir das primeiras vinhas (vinhas velhas) da Quinta do Soalheiro

Quinta do Soalheiro Reserva
Alvarinho fermentado em cascos de carvalho

Espumante Soalheiro
Elaborado por método clássico, revela a juventude da casta Alvarinho

Referências: 
Soalheiro e Soalheiro Primeiras Vinhas nos Melhores Vinhos Portugueses - Revista de Vinhos 2012
Soalheiro Primeiras Vinhas no Top Ten dos Vinhos Portugueses - Wine & Spirits 2011
Soalheiro Melhor classificado na prova dos Alvarinhos - Revista de Vinhos 2011
Medalha de Ouro Concurso Internacional Vinho Alvarinho - 2011
Melhor Vinho do Ano e Enólogo do Ano em Portugal - Wine a Essência do Vinho 2011
Produtor do Ano em Portugal - Revista de Vinhos - 2009