sexta-feira, abril 26, 2013

Contra a Corrente

Contra a Corrente 2008

Este vinho produzido pela família Campolargo e representando a região portuguesa da Bairrada, este tinto de 2008 apresenta uma combinação das castas Cabernet Sauvignon, Castelão Nacional e Tinto Cão. Descrito por João Paulo Martins em Vinhos de Portugal 2010 como "um bom artista gastronómico", este é um tinto elegante encorpado, com um aroma bem estruturado, apresentando fruta e um toque de frescura. Bem redondo e poderoso. Ligações gastronómicas: Bacalhau Cremoso e Carnes grelhadas.


Villa Antinori 2005

Villa Antinori 2005

Apresentando a mesma etiqueta que tem permanecido inalterada desde a sua introdução, em 1928, este vinho tinto detentor de vários prémios é produzido apenas em anos vintage.
descrito pelos seus produtores como "um ponto de referência para o Chianti clássico Riserva", o tinto tuscano 2005, com as suas notas de frutos vermelhos e aromas a baunilha derivados do carvalho, goza de uma boa estrutura  e uma boca complexa, no entanto elegante, de taninos suaves. O parceiro perfeito para pratos de caça, aves e queijos fortes.



quinta-feira, abril 25, 2013

Vinho & Comida

Qual o Vinho mais indicado?

Que vinho vai bem com esta comida? A resposta poderia ser: Um grande Vinho, o que nos leva a outra pergunta: O que é exactamente um grande vinho?. São várias as respostas possíveis, mas um grande vinho tem pelo menos de nos mostrar uma paleta de aromas que se desenvolvem no copo. Nunca esquecendo que o vinho não é só para ser provado e julgado, mas também para ser bebido durante a refeição. Quase todos nós sabemos o que gostaríamos de comer e de beber, e o bom senso costuma acertar nas inúmeras combinações diferentes de vinho e comida. racionalizando, apresenta-se um princípio básico e três perguntas específicas para fazer enquanto pondera as suas escolhas.

Vinho ou comida? Algum dos dois é prioritário?
Qual a intensidade e o peso dos alimentos a harmonizar?
Quais as características individuais do vinho ou da comida?
Ter sempre em mente que o contraste e a adaptação são o princípio básico. Não utilizamos o vinho para empurrar para baixo os alimentos nem fazemos uma papa de comida e vinho antes de engolir. Comemos, e depois bebemos para lubrificar e refrescar o palato. Há uma certa proximidade de sabores cuja sequência resulta, ou não. Os princípios básicos são: adaptação e contraste. Se o paladar se acostumou à doçura de um alimento, será menos sensível à doçura no vinho que se bebe a seguir, uma vez que o palato já se adaptou. Do mesmo modo, experimentamos com mais agrado um sabor diferente da doçura, precisamente por causa do contraste, da frescura no palato.

Vinho ou comida? Algum dos dois é prioritário?
A resposta, na maioria dos casos será não, mas duas coisas extraordinárias podem ser tão difíceis à mesma mesa, pois vão competir pela atenção à custa uma da outra. Por esta razão, os melhores vinhos devem ser servidos com comidas relativamente simples, para poderem ser devidamente apreciados, com comida sofisticada resultam melhor as combinações com vinhos bons e não com os melhores vinhos.

Qual a intensidade e o peso dos alimentos a harmonizar?
Esta é a regra mais simples e mais útil. Partindo do princípio de que o objectivo é saborear a comida e o vinho, significa que o vinho e a comida tendem a conjugar-se bem, caso as características e proporções sejam mais ou menos idênticas. Case sabores delicados com vinhos delicados, comidas moderadamente temperadas com vinhos de corpo mediano, e vinhos fortes com comidas de personalidade forte. Lembre-se: "comida" pode significar molho, logo um sabor mais forte do que a sua base de carne ou peixe.

Quais as características individuais do vinho ou da comida?
Apresentamos apenas os principais aspectos a considerar: Sal: quimicamente, o sal neutraliza a acidez, a comida salgada casa bem com vinhos ácidos. O sal faz também sobressair, ou complementa, a doçura do vinho. Acidez: a acidez notória de um vinho ou comida vai atenuar a impressão do que se lhe segue (adaptação) e evidenciar a sensação de doçura (contraste). Comida muito ácida faz com que vinhos secos de baixa acidez tenham um sabor aborrecido, sendo o contrário também verdadeiro. Vinhos secos com muita acidez precisam de sal ou de acidez na comida, afim de os equilibrar. A comida rica pede vinhos com uma boa acidez na comida para contrastar e refrescar o palato. Doçura: o açúcar no vinho subjuga o sabor doce do que lhe segue. O efeito sobre a acidez pode ser positivo (vinho doce com sobremesa aguçada) ou negativa               (comida doce com vinho seco faz com que o vinho fique desagradavelmente ácido). Taninos: quimicamente, os taninos ligam-se às proteínas. Na ausência de comida rica em proteínas, os taninos ligam-se às proteínas da saliva, produzindo assim adstringência seca. Se os alimentos tiverem bastantes proteínas, os taninos fazem a ponte, deslizando de forma bastante mais fácil. Especiarias: comida apimentada, picante ou condimentada torna a boca sensível, pedindo por isso um bálsamo, como um vinho branco meio seco suave, servido bem frio. Álcool, acidez ou taninos evidentes inflamam a sensibilidade.

O cerne da questão está em escolher, para um determinado patamar de preço, o vinho que  proporcione o maior prazer e valorize o conjunto da refeição. Escolha o vinho para o momento, para a ocasião. Experimente e volte a experimentar. A harmonização perfeita não existe, mas existe a ocasião ideal.

sexta-feira, abril 19, 2013

Casa Agrícola Alexandre Relvas

Adega São Miguel dos Descobridores

Produzido pela Casa Agrícola Alexandre Relvas, o vinho Adega São Miguel dos Descobridores é proveniente das castas Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira. A sua vinificação foi feita através de vindima mecânica e o estágio durou cerca de 3 meses e foi feito em cuba de inox com aduelas de carvalho americano. Este vinho tem um aroma muito vivo a fruta intensa e alguma baunilha. É macio e simples, mas com bastante persistência. Por todas estas características é ideal para acompanhar carne de porco, galinha e enchidos.

Prémios:

Revista de Vinhos Melhor compra 2007

Enologia / Envelhecimento / Enxertia / Equilibrado / Escanção

Enologia
Ciência que estuda o vinho, nas suas múltiplas facetas, desde os constituintes químicos da uva até à vinificação.

Envelhecimento
Evolução dos vinhos com o tempo, ao longo do qual as suas características se alteram, positiva ou negativamente.

Enxertia
Operação que consiste em associar duas estruturas vegetais, de forma a obter uma nova planta. Em viticultura, a enxertia é feita em pé de videira resistente à filoxera.

Equilibrado
Vinho harmonioso, cujos elementos se conjugam de forma exemplar

Escanção
Profissional de hotelaria especialista em vinhos. Num restaurante, aconselha os clientes sobre os vinhos e serve-os.

quinta-feira, abril 11, 2013

Quinta do Barranco Longo

Viognier 2010

Castas: Viognier

Enólogo: Rui Virginia e Patrícia Piassab

Vinificação: Fermentação em cubas de inox e em cascos de carvalho americano e françês.

Notas de prova: Tonalidade citrina suave. Aroma com notas florais e frutadas, num estilo fresco, fino e delicado. Bom volume, perfeito de acidez e com um final muito prolongado.

Serviço e consumo: Deverá ser servido a 10-12ºC. Aconselha-sse o consumo no próprio dia.

Gastronomia: Excelente para acompanhar cataplana à algarvia, sushi e sashimi.

€: 12.00