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quarta-feira, março 06, 2013

Quinta da Ervamoira

Um Manto de Vinha

Em ondas de verde, escarlate e dourado, feita de cachos de bagas suculentas, expande-se a paisagem duriense, com o rio ao fundo serpenteando, tortuoso, por arribas e vertentes alcantiladas. É neste cenário fértil de assimetrias e contrastes, nesta fecunda epopeia das populações para extrair da terra inculta e dos solos áridos e rochosos, através de anos e anos de labuta e fadiga, O Vinho do Porto, que está localizada a Quinta da Ervamoira, um lugar consagrado à vinha e aos seus frutuosos rebentos.

Situada na região do Douro, sub-região do Douro Superior, na freguesia da Muxagata, Vila Nova de Foz Côa, no Vale do Côa, numa encosta pouco inclinada da excepcional microclima, a Quinta da Ervamoira dá testemunho de uma história repleta de peripécias e polémicas - questionada pelo recurso a métodos não tradicionais de plantio do vinhedo duriense, ameaçada de submersão com a construção da barragem do Côa e apenas salva pela descoberta das gravuras rupestres do Vale, a Quinta e os seus preciosos produtos sobreviveram para poder continuar a relatar as suas crónicas de labor e sucesso. O início da gesta produtiva de Ervamoira remete para 1974, quando José António Ramos Pinto Rosas, então administrador da Casa Ramos Pinto, em demanda de um terreno pouco acidentado que permitisse a mecanização, dado que já nessa época o escasso e elevado custo de mão-de-obra no Douro se fazia sentir, encontrou e adquiriu a Quinta de Santa Maria, rebaptizada de Quinta de Ervamoira. Dois anos mais tarde, com o auxílio do sobrinho João Nicolau de Almeida, José Rosas lançou mãos ao projecto de analisar e seleccionar as cinco melhores castas, pensando já não apenas no Vinho do Porto, mas também no Vinho de Mesa. Este trabalho conjunto, objecto de controvérsias pela originalidade, tornou Ervamoira num projecto-piloto, a primeira quinta do Douro a ser plantada ao alto e por talhões, correspondendo cada parcela de terreno a uma casta diferente, assim evitando-se a mistura de espécies vinícolas na mesma vinha. Estendendo-se em manto, como se de um pomar se tratasse, Ervamoira possuí, nos seus 150 hectares de área de vinhedos, 450 000 pés de videira com uma média de 15 anos de idade, 10% dos quais são castas brancas e 90% de castas Tinta Barroca, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta da Barca. Graças ao contributo de João Nicolau de Almeida, co-autor da selecção das cinco castas recomendadas para a região do Douro, introdutor da mecanização da vinha ao alto nessa mesma região vitícola e responsável pelo desenvolvimento das vinificações dos Vinhos do Porto e de Mesa, além de criador de vinhos como o Duas Quintas e o Bons Ares, a Quinta da Ervamoira é actualmente uma das mais belas e modelares propriedades da região do Douro, com os seus báquicos produtos a serem apreciados e elogiados tanto em território nacional como além fronteiras. A aposta de João Nicolau de Almeida na irrigação de vinhas em Ervamoira, apoiado em estudos científicos desenvolvidos em parceria com instituições nacionais e internacionais, é apontada como uma importante contribuição para o desenvolvimento da viticultura duriense. Primeira quinta vinhateira  usufruir do título de Património da Humanidade, Ervamoira não esquece os aspectos culturais da região - no Museu, instalado desde 1997 na recuperada casa de xisto do caseiro, exibem-se vários núcleos de saber ligados ao local e à actividade vitivinícola do Douro: Património Natural Etnográfico, história da casa Ramos Pinto, as Quintas e a Vitivinicultura do Douro Superior. Para que a história desta árdua e laboriosa terra permaneça na memória, enquanto os vinhos, esses, exalam os seus ânimos feitos de infindáveis afãs, da porosidade do xisto e da rudeza líquida do rio.

domingo, dezembro 30, 2012

Scion, um vinho do Porto com 155 anos

“Nasceu em meados do século XIX. A admirável forma como este raro e muito velho vinho enfrentou a passagem do tempo faz da sua descoberta um marco na história do vinho. Ele é em si mesmo um pedaço de história. (.) Taylor’s Scion, um vinho como este nunca mais será feito”. É desta forma, com a tensão própria de quem anuncia algo de transcendente, bem ao jeito das promoções melodramáticas dos grandes filmes de Hollywood, que começa a apresentação de um vinho do Porto com 155 anos que a empresa Taylor’s lançou no Natal de 2011. Cada garrafa, das 1500  vendidas custa 2500 euros.

Quem a comprar, não vai pagar apenas o vinho. Pagará também o luxo do decanter de cristal soprado manualmente em que foi engarrafado, do livro que conta a história do vinho com ilustrações originais de uma artista inglesa e da caixa de teca maciça que o guarda. A Taylor’s não poupou nos pormenores para transformar cada garrafa de Scion num objecto raro, destinado sobretudo a coleccionadores e a amantes de vinhos do Porto velhos.
Se não estivéssemos perante uma operação comercial, a história do Scion merecia entrar nos anais do vinho do Porto. E, mesmo assim, talvez mereça. Ela espelha bem a riqueza escondida que há no Douro e a secular tradição de fazer tawnies, vinhos que vão envelhecendo lentamente em pipas de madeira colocadas em lugares frescos e protegidos da luz. Em 2008, David Guimaraens, enólogo da Taylor’s, pôde provar um vinho do Porto muito antigo que estava guardado em dois cascos num armazém na aldeia de Prezegueda, perto da Régua. O vinho fazia parte de uma reserva privada de uma família tradicional da região e foi passando de geração para geração. A reserva seria mais vasta, pois diz-se que Winston Churchill, amante de Porto, teria comprado um casco.
Em 2009, o único descendente directo da família morreu sem deixar filhos e os herdeiros decidiram vender o vinho. A Taylor’s adquiriu amostras de dois cascos e resolveu comprá-los. O longo tempo passado em madeira não tinha apenas concentrado o vinho, tinha-o convertido, diz a empresa, numa “essência sublime”. Nascia assim o Scion, palavra com duplo significado: designa o descendente ou herdeiro de uma família nobre e também o garfo de uma planta especialmente utilizado para a enxertia.
A Fugas pôde provar este vinho pré-filoxérico. Meio cálice apenas, que o Scion é caro, mas foi o suficiente para ficarmos a salivar e a passar longamente a língua pelos lábios, procurando eternizar a memória de tanta doçura. É um vinho naturalmente com cor de velho que, ao primeiro contacto, ainda liberta vapores etílicos intensos. Mas, à medida que estes se vão desvanecendo, o que prevalece é um bouquet sedutor e complexo, cheio de sugestões de torrefacção, charuto, especiarias negras, chocolate, melaço, madeira. Na boca, é viscoso e amplo de sabor, deixando-se quase mastigar e envolvendo o palato numa sinfonia sensorial que termina de forma surpreendentemente fresca, quase picante. Cada pequenino gole que se dá deixa um rasto interminável.
É tão concentrado e intenso que basta uma gota para desencadear uma volúpia arrebatadora. E mesmo depois de já não restarem vestígios de líquido no copo, a memória do vinho ainda continua lá, impregnada no vidro. E durante dias a fio. Basta metermos o nariz no copo e inspirarmos um pouco, para voltarmos a sentir o perfume doce e quente do Scion.
Autor: Pedro Garcias

sábado, dezembro 29, 2012

Adelaide Tributa, um Porto de «joalharia» a quase 3000 euros

Não é bem uma moda, mas há cada vez mais produtores a lançarem vinhos do Porto muito antigos a preços exorbitantes. A última casa a entrar neste negócio de “joalharia” vínica foi a Quinta do Vallado, que acaba de colocar no mercado o seu Adelaide Tributa, a 2950 euros a garrafa.
É uma espécie de corrida ao tesouro. Os vinhos finos de antigamente, os Porto que envelheciam em pipas avinhadas e passavam de geração para geração, estão a ser comprados por algumas empresas e a ser comercializados em edições luxuosas com ganhos colossais. Um verdadeiro negócio da China que tem a virtude de ajudar ao reforço do prestígio do vinho do Porto. São os vinhos raros e caros que fazem a fama de uma região.
O precursor deste negócio foi a casa Andressen, que, há dois anos, lançou um extraordinário Porto Colheita de 1910 ao preço de dois mil euros a garrafa de 75 cl, para celebrar o centenário da República.
Alguns meses depois, a Taylor’s lançou o Scion, um vinho com 155 anos que David Guimaraens, o enólogo da empresa, descobriu em 2008 na aldeia de Prezegueda, perto da Régua. A Taylor’s comprou os dois cascos existentes e lançou uma edição de luxo deste vinho soberbo, elevando o preço por garrafa a um valor nunca visto num Tawny desta natureza: 2500 euros.
No ano passado, a empresa Agri-Roncão seguiu o mesmo filão e lançou o seu Roncão “Vinho do Porto Muito Velho” ao preço de 1250 euros a garrafa. A maior parte do lote foi comprada a um produtor da aldeia de Covelinhas, situada na margem direita do Douro, no concelho da Régua.
A última empresa a entrar neste negócio de “joalharia” vínica foi a Quinta do Vallado, que acaba de colocar à venda o Adelaide Tributa Old Porto com um novo recorde de preço: 2950 euros a garrafa de 75cl. E já se fala que a Real Companhia Velha e o grupo Symington também se preparam para lançar edições semelhantes.
A ideia inicial do Vallado foi lançar um vinho especial para celebrar o bicentenário de Dona Antónia Adelaide Ferreira, a quem a Quinta do Vallado pertenceu. O normal seria fazê-lo com um vinho da casa, mas os vinhos do tempo da “Ferreirinha” ficaram na empresa A.A. Ferreira, vendida em 1987 à Sogrape. O vinho mais antigo que existia, com cerca de 70 anos, entrou no lote do novo Tawny 40 Anos da Quinta do Vallado. A solução foi procurar vinhos velhos em alguns produtores durienses.
Desde há séculos que perdura em muitos produtores do Douro o costume de ir acumulando colheitas para os filhos e netos. Muito desse vinho guardado em pipas vai-se evaporando — é a chamada parte dos anjos. Se os vinhos não forem regularmente refrescados (com a adição de aguardente ou a incorporação de vinhos mais novos), vão-se concentrando, ao ponto de ficarem tipo melaço, e “avinagrando”. Mas é essa acidez volátil, vulgarmente conhecida por “vinagrinho”, que dá uma segunda vida ao vinho, deixando-o picante e vibrante.
Ao Vallado foram chegando algumas amostras de vinhos com mais 100 anos, mas só duas suscitaram o entusiasmo dos responsáveis da empresa, que optaram por um vinho com origem no mesmo produtor de Covelinhas que tinha vendido o Porto velho à Agri-Roncão. É provável que o vinho original seja o mesmo, mas a Agri-Roncão juntou ao vinho de Covelinhas um vinho próprio mais novo. A Quinta do Vallado engarrafou o vinho tal e qual o comprou, sem qualquer correcção ou refresco.
Segundo o produtor, de cinco pipas de 600 litros desse vinho só sobreviveram duas. O resto evaporou-se. O Vallado comprou os dois cascos e engarrafou 1300 garrafas de 75 cl. O preço a que comprou o vinho não é conhecido, mas sabe-se que, se vender as 1300 garrafas, o lucro rondará os 2 milhões de euros.
É um negócio fabuloso, mas também é verdade que só uma casa com o nome, a história e a notoriedade nacional e internacional do Vallado pode ter a ousadia de lançar um vinho destes a quase 3000 euros a garrafa. Comparando com o preço de muitos vinhos franceses, mais novos e mais caros, o valor do Adelaide Tributa até nem é nenhuma extravagância.
Afinal de contas, estamos a falar de um vinho com mais de 100 anos (o produtor suspeita que seja de 1866), engarrafado num decanter de cristal e embalado numa caixa de madeira inspirada na nova sala de barricas da quinta. E o vinho é mesmo extraordinário.
Talvez não atinja o nível do Scion — a verdadeira quintessência de um Tawny velho. De qualquer modo, comparar os dois vinhos é o mesmo que colocar Messi em comparação com Cristiano Ronaldo. São ambos muitos bons. O Adelaide Tributa é um vinho admirável, viscoso e amplo de sabor e com um final picante e arrebatadoramente fresco. Ressuma a iodo, torrefacção, charuto, frutos secos, especiarias, e quando se leva à boca é pura volúpia que se sente. O palato entra num enorme alvoroço sensorial, esmagado pela combinação de doçura, perfume e frescura, e assim permanece durante muito tempo.
Vale os 2950 euros que custa? Um vinho vale o que um consumidor estiver disposto a pagar por ele. Pelos vistos, não faltam clientes para o Adelaide Tributa. Em apenas uma semana, o Vallado já tinha vendido 31 garrafas no mercado nacional e está prestes a assinar um contrato de venda de mais 500 garrafas para o mercado asiático.

Autor: Pedro Garcias

segunda-feira, maio 21, 2012

Burmester Quinta do Arnozelo

Porto Vintage 2009

Enólogo: Pedro Sá

Características
Cor: Púrpura, denso

Aroma: Intenso, notas de frutos do bosque e frutos pretos, com destaque para as amoras, ameixa preta, cerja preta e cassis, toque de chocolate

Sabor: Encorpado, muito frutado, rico, com taninos seguros, revela complexidade que vai perdurar no tempo, termina persistente

Classificação: 17 Pts

€ 42.00

Revista Paixão Pelo Vinho

quinta-feira, abril 12, 2012

Dow's Quinta Senhora da Ribeira Porto Vintage 2009

Symington Family Estates

Características:

Fruta preta e vermelha, minerais, folhagens.
Muito equilibrado e complexo.
Fresco e envolvente, compotas, doçura frutada, corpo envolvente, taninos firmes, final super harmonioso e longo.

Classificação: 18,5 Pts

€ 59

Revista de Vinhos

Warre's Porto Vintage 2009

Symington Family Estates

Características:

Fruta preta fresca e seca, alfarroba, minerais finos, bastante profundo e complexo.
Texturado, muito sério, acidez perfeita, taninos sólidos, bem encorpado, sedoso, muito persistente e impositivo.

Classificação: 19 Pts

€ 79,90

Revista de Vinhos

Taylor's Porto Vintage 2009

Quinta and Vineyard Bottlers

Características:

Austero, com fruta preta compacta, minerais finos, leve floral, elegante e fresco.
Cremoso, texturado, com os taninos muito polidos, muito volumoso e longo, sofisticação com contenção.

Classificação: 19 Pts

€ 74

Revista de Vinhos

quarta-feira, abril 11, 2012

Douro - Quinta do Pégo Porto LBV 2007

Quinta do Pégo Porto LBV 2007

Enólogo: Manuel Henrique, Wouter Pienaar

Castas. Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca

Características:
Cor: Rubi, retinto, limpo

Aroma: Inicialmente fechado, a desvendar depois o cassis e as amoras, predominante em frutos pretos e do bosque, toque vegetal, notas balsâmicas, ligeiro especiado

Sabor: Entra denso e encorpado no baco, a fruta preta compotada e intensa, boa acidez, taninos com garra mas domados, boa acidez, final persistente


Revista Paixão Pelo Vinho: 17,0 Pts

segunda-feira, abril 09, 2012

Quinta do Pégo Porto Vintage 2009

Quinta do Pégo Porto Vintage 2009

Enólogo: Manuel Henrique, Wouter Pienaar

Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Sousão, Tinta Cão

Características:
Cor: Rubi intenso, retinto, limpo

Aroma: Elegante, frutos pretos, compota de ameixa, laivos balsâmicos, subtil floral, ligeiro especiado, madeira subtil

Sabor: Potente, bem estruturado, requintado, encorpado e de excelente volume, acidez perfeita, a madeira um pouco mais marcante mas sempre integrada, taninos macios, final prolongado


Revista Paixão Pelo Vinho: 17,5 Pts

segunda-feira, março 26, 2012

Douro - Quinta do Pêgo Porto LBV 2006

Enólogo: Wouter Piennar

Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Sousão

Características:
Cor: Vermelho profundo, aspeto limpo

Aroma: Cativante, de carácter frutado e floral, com evidência para a presença de frutos vermelhos macerados, morangos, framboesas, cerejas, especiarias no final.

Sabor: Na boca entra encorpado, revela garra apesar dos seus taninos redondos, mostra juventude sedutora, tem boa acidez, termina persistente e harmonioso.

Revista Paixão Pelo Vinho: 17.7 Pts

Quinta dos Murças Porto Tawny 10 Anos

Enólogo: David Baverstock, Luís Patrão

Castas: Tinta Amarela, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão

Características:
Cor: Âmbar definida, aspecto brilhante

Aroma: Elegante e atractivo, intenso em notas de frutos secos, com destaque para nozes e avelâs, com um toque de figos secos pingo-de-mel, baunilha complexante

Sabor: Mantém o perfil do nariz, está muito bem estruturado, tem boa acidez, rico, com bom corpo e volume, termina persistente e sedutor.

Revista Paixão Pelo Vinho: 17.5 Pts

Churchill's Porto Branco Seco

Enólogo: John L. Graham

Castas: Malvazia Fina, Códega, Rabigato, Viosinho

Características:
Cor: Âmbar, aspecto límpido

Aroma: interessante, predominante em frutos secos, como nozes e avelâs, fresco

Sabor: mantém o perfil, encorpado, com boa acidez a equilibrar o conjunto, notas especiadas, fianl persistente e seco.

Revista Paixão Pelo Vinho: 16.5 Pts

domingo, março 18, 2012

Warre's Vinho do Porto Vintage 2009

Warre's Vinho do Porto Vintage 2009

Symington Family Estates

Muito bonito e elegante, com muita complexidade, entre fruta azul, vermelha e preta, chocolate, minerais, flores secas, especiarias finas. Aveludado, com taninos firmes e acidez alta. Robusto, mas super equilibrado e sofisticado. (20%)

Revista de Vinhos - Melhores do Ano 2011

Fonte: Revista de Vinhos

sábado, março 17, 2012

Formas de Servir o Vinho do Porto


Os vinhos do Porto brancos são geralmente secos e como tal, devem ser servidos frescos como aperitivos em copo tipo Porto à temperatura de 8º-10º.

O vinho do Porto "Lácrima" ou "Lágrima" é um vinho branco muito doce, que deve ser servido à temperatura ambiente em copo tipo Porto.

Os vinhos do Porto tintos são geralmente doces e recomendados para sobremesa, devendo ser servidos em copo tipo Porto à temperatura ambiente.

A graduação alcoólica do vinho do Porto varia entre 18º e 22º.

Categorias Especiais do Vinho do Porto

Categorias Especiais

O Conselho Geral do Vinho do Instituto do Vinho do Porto deliberou, a partir de 1974, fixar as seguintes categorias:

1 - Vinho do Porto Vintage
2 - Late Bottled Vintage ou LBV
3 - Vinho do Porto com data de colheita
4 - Vinho do Porto com indicação de idade

1 - Vinho do Porto Vintage

É o vinho do Porto de uma só colheita, produzido em ano de reconhecida qualidade com características organolépticas excepcionais, retinto e encorpado, de aroma e paladar muito finos, que seja reconhecido peli IVP (Instituto do Vinho do Porto) com direito ao uso da designação "vintage" e data correspondente.
- É engarrafado entre o segundo e o terceiro ano após a sua colheita
- Só há vintages tintos
- A sua comercialização é feita exclusivamente em garrafa
- Indicação, no rótulo, do ano da colheita e da designação "vintage"

2 - Late Bottled Vintage ou LBV

É um vinho do Porto de uma só colheita, produzido em ano de boa qualidade, com boas características organolépticas, tinto e encorpado, de aroma e paladar muito finos, que seja reconhecido pelo IVP com direito ao uso da designação de "Late Bottled Vintage" ou "LBV".

- É engarrafdo entre o quarto e o sexto ano após a colheita
- A comercializção é feita exclusivamente em garrafa
- No rótulo deve constar, para além da designação de "Late Bottled Vintage" ou "LBV", a data da colheita e data de engarrafamento

3 - Vinho do Porto com Data de Colheita

É um vinho do Porto de uma só colheita, produzido em ano de boa qualidade, reconhecido pelo IVP. A sua comercialização só pode ser feita em garrafa e só quando o vinho tenha feito sete anos de idade.

- No rótulo deve constar obrigatóriamente a data da colheita, a indicação de ter sido envelhecido em casco e a data do engarrafamento, a qual terá lugar normalmente na altura da comercialização.
Os vinhos do Porto Garrafeira são vinhos com data de colheita, cujo engarrafamento é muito anterior à sua comercialização.

4 - Vinho do Porto com Indicação da Idade

É um vinho do Porto de muito boa qualidade, reconhecido pelo IVP, com uso da designação da idade.
As indicações de idade permitidas são:
- 10 anos de idade
- 20 anos de idade
- 30 anos de idade
- Mais de 40 anos de idade

No rótulo das garrafas que contêm este vinho deve constar, para além da respectiva idade, a indicação de ter sido envelhecido em casco e o ano de engarrafamento.

O Vinho do Porto classifica-se quanto à sua doçura nos seguintes tipos:

- Doce (de 5 a 7º Baumé de densidade)
- Meio-Doce (de 3 a 5º Baumé de densidade)
- Meio-Seco  (de 1,5 a 3º Baumé de densidade)
- Seco  (de 0 a 1,5º Baumé de densidade)

Envelhecimento do Vinho do Porto

Existem três processos de envelhecimento do Vinho do Porto

a) Em casco
b) Em garrafa
c) Em casco e depois em garrafa

a) Envelhecimento em casco

Com o envelhecimento em casco de madeira, o vinho tinto vai-se tornando mais claro, enquanto no vinho se observa o fenómeno inverso. Este é o processo clássico de envelhecimento

Com o tempo de envelhecimento em casco o vinho tinto adquire os seguintes tons:

1 - Retinto (Full): Vinho novo, encorpado, com prenunciado sabor a fruto
2 - Tinto (Red): Vinho novo ainda, de tom avermelhado, vinoso, sabor e corpo semelhante ao retinto
3 - Tinto Alourado (Ruby): Vinho já com 8 a 10 anos de envelhecimento e de cor de rubi
4 - Alourado (Tawny): Vinho com 15 a 25 anos, alourado de tom amarelado, já pleno de qualidades, lotado com outros mais novos para lhe darem mais frescura
5- Alourado-Claro (Light-Tawny): Vinho de grande qualidade na fase final de envelhecimento, tendo atingido o auge das suas qualidades. Embora produto de várias e cuidadosas lotações, degenera, se não for refrescado com vinhos mais novos que permitam a sua existência indefinida.

O vinho branco, com o tempo de envelhecimento, adquire as seguintes tonalidades:

1 - Branco-Pálido (Light-Tawny): Vinho novo, com menos ácidos e menos corpo que o tinto, pelo que se torna mais macio ao paladar
2 - Branco-Palha (Straw Coloured White): Vinho mais velho e mais carregado de cor que o branco pálido
3 - Branco Dourado (Golden White): Vinho com nuance de ouro velho correspondente ao máximo do seu envelhecimento e qualidade, tendo de ser refrescado com vinhos mais novos para se manter.

b) Envelhecimento em garrafa

Pode também envelhecer-se o vinho do Porto em garrafa, processo usado para os vinhos do Porto de grande categoria que originam os conhecidos VINTAGE, como adiante desenvolveremos nas categorias especiais do vinho do Porto.

c) Envelhecimento em casco, e, depois, em garrafa

O envelhecimento em casco e, depois em garrafa transmite ao vinho do Porto características de certo modo intermédias entre o vinho envelhecido só em cascos ou só em garrafa.

sexta-feira, março 16, 2012

Vinho do Porto

Vinho do Porto

Este vinho produz-se na Região Demarcada do Douro, que se situa nos vales do rio homónimo e de alguns afluentes, tais como o Corgo, o Távora, o Pinhão, o Tua, o Côa e o Sabor. A região estende-se desde Barqueiros até Barca D'Alva, quase na fronteira com Espanha.

Foi em 1757 que o Marquês de Pombal mandou demarcar a região do Douro, tendo sido esta a primeira região demarcada do mundo.
Nos terrenos xistosos desta região são cultivadas entre outras castas, a Bastardo, a Mourisco Tinto, a Tinto amarelo, a Tinto barroca, a Tinto francisca, a Tinto roriz, a Tinto cão, a Touriga francesa e a Touriga Nacional.

Definição

O vinho do Porto é um vinho generoso, produzido na Região Demarcada do Douro, envelhecido, que em tempos era exportado exclusivamente pela barra do Douro.
Como se vê o seu nome provém apenas da cidade exportadora , nada tendo a ver com a região produtora.
É obtido a partir de uvas tintas ou brancas, cuja fermentação é interrompida com a adicção de aguardente vínica, sendo depois transportado para os armazéns de Vila Nova de Gaia, em frente à cidade que lhe deu o nome, onde irá envelhecer.

quarta-feira, março 14, 2012

Quinta do Vesúvio Vinho do Porto Vintage 2009


 

Symington Family Estates

Na Quinta do Vesúvio o intervalo de tempo da vindima por casta entre os talhões à beira rio e os talhões altaneiros pode chegar aos 15 dias. As possibilidades de adaptação dos vinhos a cada ano são enormes. O de 2009, seco e quente como poucos, levou a que a Touriga Nacional (40% do lote) fosse colhida nos talhões 112 e 142, a altitude bastante mais elevada que o habitual, enquanto que a Touriga Franca (36%), "amante do calor" não mudou de sitio (78). O Sousão, casta excelente para equilibrar vinhos de anos quentes, foi chamado ao lote final na maior percentagem desde que foi plantado no Vesúvio. Juntos encheram 7.200 garrafas de mais um grande Vintage Vesúvio. JA

Preto retinto, aroma com pimenta e especiarias suaves, fruta preta e azul muito pura e focada, minerais, elegância e profundidade. Austero, estruturado, amargos suaves  bem equilibrados com doçura e acidez. Longo, texturado, imponente. (20%)

Revista de Vinhos - Prémio Excelência 2011

Fonte: Revista de Vinhos