quinta-feira, outubro 25, 2012

The Balvenie - 30 Anos

The Balvenie - 30 Anos

O Malte Master da destilaria, Davis Stewart, seleccionou os melhores cascos guardados há trinta anos na destilaria The Balvenie.

Resulta do casamento de The Balvenie suavemente envelhecido  em cascos de Bourbon com o The Balvenie amadureciso em cascos de Sherry oloroso, o que o torna um Single Malt Whisky suave e rico, com uma profundidade e complexidade invulgares.

Foi distinguido pelo International Spirits Challenge 2006, com uma Medalha de Ouro. Distinguido com uma Medalha de Ouro "Best in Class" no International Wine & Spirits Competition 2006.

Notas de prova: Melado e sedoso no nariz com taninos suaves e nuances de laranja caramelizada. The Balvenie 30 Anos apresenta uma grande profundidade, com chocolate negro, notas de ameixa, marzipan e pêras caramelizadas. Um final excepcionalmente suave e longo com uma especiaria suave e uma doçura que teima em desaparecer.

Altas Quintas Branco

Altas Quintas Colheita - Vinho Regional Alentejano

Colheita: 2008
Produtor: Altas Quintas Lda
Enólogo: Paulo Laureano
Castas: Verdelho e Arinto

Enologia: Construído sobre uma base nas castas Verdelho e Arinto, este vinho resultou de uma selecção das melhores uvas brancas de Altas Quintas. A fermentação decorreu em barricas novas de carvalho françês a uma temperatura  de 14º C e posteriormente o vinho foi deixado nas mesmas barricas em maturação durante mais seis meses. Ao longo deste período foi feita uma batonnage, progressivamente decrescente para conferir ao vinho uma maior estrutura.

Notas de prova: O vinho de cor citrina, mostra notas de fruta tropical muito intensa, mescladas com a especiaria da madeira. Na boca une a sua frescura e uma estrutura marcante, complexa e de elevada persistência.

Viticultura: As vinhas encontram-se a 600 metros de altitude, inseridas num planalto que se desenvolve de forma única, na área do Parque de São Mamede. As condições do mesoclima desta zona, os solos de médio potencial produtivo e a altitude a que se encontram as plantas, contribuem para um terroir único, que se descobre e se sente nos vinhos.
A vinha é conduzida dentro de um programa de protecção integrada e, após uma forte redução de produção e de uma aturada selecção das uvas, as mesmas foram colhidas de forma manual, talhão a talhão e casta a casta durante o mês de Setembro. A colheita fez-se para pequenas caixas de 20 Kg, as quais foram transportadas para a adega.

domingo, outubro 21, 2012

A avaliação

O efeito alone

No reconhecimento das sensações, um dos problemas que se nos pode deparar é o designado "efeito alone". Por exemplo, se um vinho é caracterizado por uma elevada adstringência, este atributo será acentuado no vinho provado imediatamente a seguir. Já com a doçura , acontece exactamente o contrário, neste caso.podemos falar de supressão da sensação.

A avaliação pessoal

De todos os factores que determinam a avaliação de um produto, assume particular relevância a experiência pessoal. Depois de um jantar à base de marisco que correu mal ou foi indigesto, será fácil que o seu cheiro se torne indesejável por muito tempo. Se, pelo contrário, o mesmo constituiu o repasto principal de uma noite agradável, teremos tendência a premiar esse odor.
Pela mesma ordem de ideias, o estado de espírito do provador tem a sua importância na avaliação sensorial. Não apenas na aceitação, mas também na descrição do produto. A experiência, a cultura, a linguagem, a memória e a emotividade não se limitam a intervir na percepção, mas também são parte integrante e activa desta.
O olfacto é um sentido especial, as suas conexões com o cérebro, em particular com áreas neurológicas relacionadas com a emotividade e a memória, são mais evidentes do que as dos outros sentidos.

O reconhecimento das sensações

Quando se prova um vinho, quer seja a nível profissional ou por prazer, são muitos os factores individuais que intervêm: a condição psicológica , a capacidade intelectual e o grau de formação ou de treino do provador,.... Não é possível ignorar os factores psíquicos que entram em jogo no decorrer da percepção, mas podemos tentar compreender de que modo podem modificá-la. As sensações que nos chegam de cada um dos sentidos não são independentes, mas formam um todo, de tal forma que a percepção final é complexa e global. Geralmente conseguimos distinguir sensações básicas, mas no momento em que provamos um vinho devemos decompô-las em elementos mais simples. Antes de estes serem designados pelo nome, precisam ser reconhecidos (a detecção de um odor concreto precederá à sua denominação). A capacidade de identificar determinadas percepções depende das experiências de cada um.
Para pôr em prática a análise olfactiva de um vinho não é necessário ser um especialista, mas sim estar treinado e apto a reconhecer e designar os aromas. Se nunca cheirámos o cheiro do feno, dificilmente este se manifestará no perfil do vinho. Podemos sentir qualquer odor não definido mas a nossa mente não sabe designar esse aroma.
Depois de termos percepcionado determinada sensação e de a decompor-mos em elementos mais simples , torna-se necessário atribuir-lhe palavras que advenham da nossa experiência. No caso do feno, podemos recordar-nos de algo que nos lembre o celeiro dos nossos avós, mas não saber dar-lhe um nome. Por isso, o processo de análise, a capacidade expressiva e a amplitude do léxico do provador são fundamentais. Poder-se-ia pensar que o que percepcionamos num vinho é apenas fruto da mente e dos seus condicionalismos. Que quando sentimos, por exemplo, uma aroma de frutos silvestres, ele não existe como tal, mas que se trata apenas de uma convenção. Mas não é bem assim. Os aromas que percepcionamos num vinho são reais, devido a moléculas que se desenvolveram durante o processo de produção, que existem no mundo vegetal e que são responsáveis pelos odores  típicos do fruto, da flor ou do ambiente em que estão presentes. O que acontece é que, para serem reconhecidos, necessitam que o provador já tenha passado por uma experiência sensorial que permita identificá-los.