quarta-feira, novembro 21, 2012

Sandeman Madeira Fine Rich

Sandeman Madeira Fine Rich

Sogrape Vinhos

Castas: Tinta Negra, Sercial, Verdelho, Boal, Malvasia

O Vinho: O Sandeman Madeira Fine Rich é produzido na Ilha da Madeira usando os métodos tradicionais. O solo fértil e o subsolo vulcânico conferem a este vinho o seu carácter único, o qual é realçado pelos métodos de produção e pelo envelhecimento em estufas.

Notas de Prova: Tem uma cor âmbar média escura com notas douradas. Tem um aroma limpo a frutos secos, de complexidade leve e muito agradável. É límpido, tratando-se de um Madeira de boa qualidade em fase de desenvolvimento. O paladar é médio a nozes com um bom final limpo.

Servir frio entre 10-12ºC. Uma vez aberta a garrafa deve ser consumido num período de 8 semanas.

O seu forte carácter torna-o um acompanhamento ideal para muitas entradas ricas, assim como para sobremesas com paladares fortes, por exemplo o chocolate amargo. É também um ingrediente importante para a alta cozinha clássica pois dá um toque especial a qualquer prato.

terça-feira, novembro 20, 2012

Saint-Emilion

Saint-Emilion

Situa-se no topo de uma colina e no centro de um mar de videiras. É a apelação mais vasta de Bordéus, com mais de cinco mil hectares de videiras, cujas uvas dão origem a alguns dos mais conhecidos vinhos de França.
No roteiro dos melhores vinhos franceses, Saint-Emilion é paragem obrigatória. Situada a cerca de 40 Km do centro de Bordéus, a cidade conta com mais de 900 adegas, sendo que 82 são classificadas como as melhores e oferecem vinhos da lista dos mais prestigiados  do mundo, 64 pertencem à classe dos Grands Crus Classés e 18 Premieres Grands Crus Classés. Em geral, são vinhos produzidos em quantidade reservada. Declarada Património Universal pela UNESCO em 1999, guarda monumentos e vestígios da época romana, como uma igreja monolítica totalmente esculpida em rocha, catacumbas e a maior igreja subterrânea na Europa, esculpida em pedra no Séc. XI. O nome advém de um monge bretão chamado Emilion, que no Séc. VIII se terá refugiado  nas florestas da região, após ter sofrido acusações como monge da ordem beneditina. Ali construiu uma igreja e dedicou a sua vida a auxiliar pobres e desamparados. A Emilion é atribuído o milagre de ter devolvido a visão a uma mulher cega. A Viticultura foi introduzida nesta região da Aquitânea pelos romanos e intensificou-se na Idade Média. No Séc. XVIII, factores ao nível social e económico fizeram com que os terrenos ficassem fragmentados, situação essa que ainda hoje se verifica. É também nesta época que aparecem as primeiras casas senhoriais, os famosos Châteaux da região, que além de cultivarem a vinha, fizeram também jardins e construíram pequenas adegas cercadas por muros de pedra.

Terroir de eleição
A Herança histórica da fragmentação acabou por ser uma vantagem aquando da plantação das vinhas ao redor dos nove municípios que constituem a região de Saint-Emilion, devido à diversidade dos solos locais. Na sua maioria são cobertos por uma camada de calcário, argilosos em alguns lugares, de natureza arenosa, ou de cascalho. Com cerca de 5.500 hectares de vinha, produz uma média de 250.000 hectolitros, que representam 5% da produção de vinhos tintos de Bordéus. Os vinhos são constituídos por um lote de três castas: a Merlot, Cabernet Franc (Boushet) e a Cabernet Sauvignon. Em 1954 foi estabelecido um sistema regional de avaliação nos vinhos, afim de garantir a autenticidade e qualidade, revista aproximadamente de 10 em 10 anos, e compreende as classificações de Saint-Emilion, Saint-Emilion Grand Cru, esta última dividida para os seus vinhos mais extraordinários, com as classificações de Premieres Grands Crus classe A e classe B. A seis de Setembro de 2012 foi anunciada uma nova classificação: 18 Premiers Grands Crus Classés e 64 Grands Crus Classés no total de 82 Châteaux classificados. Na mais alta classificação, classe A, são agora 4 os Châteaux: Ausone, Cheval Blanc, Pavie, e Angélus. Na classificação seguinte, classe B, são 14: Château Beauséjour (héritiers Duffau-Lagarrose), Château Beau-Séjour-Bécot, Château Bélair-Monange, Château Canon, Château Canon la Gaffelière, Château, Figeac Clos Fourtet, Château la Gaffelière, Château Larcis Ducasse, La Mondotte, Château Pavie Macquin, Château Troplong Mondot, Château Trottevieille e Château Valandraud.

sábado, novembro 17, 2012

Paloma Rosa Cocktail

Paloma Rosa

Ingredientes:

3 cl de Croft Pink
4 cl de Tequila Branca
6 cl de sumo de uva
1,5 cl de sumo de lima
3 cl de água tónica
1 pitada de xarope de açúcar
1 rodela de lima - guarnição

Preparação: 

Junte todos os ingedientes num copo de mistura - Shaker - com muito gelo.
Mexa muito bem e verta para um copo alto - Long Drink.
Coloque a rodela de lima no rebordo do copo e sirva.

sexta-feira, novembro 09, 2012

Quinta Nossa Senhora do Loreto

A Quinta Nossa Senhora do Loreto situa-se na Vila de Sabrosa, em pleno Alto Douro Vinhateiro, região classificada pela UNESCO em 2001 como Património da Humanidade na categoria de paisagem cultural.

O actual produtor e proprietário, desde 1987, tem associado, nos nove hectares que constituem a Quinta, a tradição vinhateira do Douro às novas técnicas vitivinícolas.
A longa tradição de viticultura, com cem castas autóctones de videiras, produziu uma paisagem cultural de beleza excepcional que reflecte a sua evolução tecnológica, social e económica.
Mantendo a tradição, o produtor tem associado as vinhas velhas, com mais de 25 anos, a novas plantações de castas autóctones com clones seleccionados  privilegiando a produção amiga do ambiente.
Os vinhos D'Eça são vinhos de quinta, produzidos de forma sustentável com uvas criteriosamente seleccionadas exclusivamente das vinhas da Quinta Nossa Senhora do Loreto.

sexta-feira, novembro 02, 2012

Vinho de Talha - Como é feito

Vinho de Talha

Processo de fabrico: Nas vindimas , que por norma se desenrolam a partir do final de Agosto, são escolhidas as melhores uvas das castas com que se pretende fazer o vinho.
Essas uvas são esmagadas, hoje  a em dia  a mecanicamente, para dentro das talhas, e cerca de 48 a 72 horas começa de uma forma visível o processo de fermentação. Para homogeneizar essa fermentação, essas massas vínicas são mexidas artesanalmente com um cabo de madeira, pelo menos duas vezes ao dia e durante três semanas.
Dependendo da temperatura ambiente, que pode ser controlada humedecendo exteriormente a talha, no final desse período a fermentação está terminada.
A parte sólida dos cachos que no início deste processo estava à superfície, está agora depositada no fundo da talha. Vai ter um papel fundamental na filtragem do vinho, já que este é retirado e adicionado à talha várias vezes, num circuito que servirá para a sua clarificação.
Quando se considera pronto, o vinho é então passado para uma outra talha de barro, onde atravessará o Inverno até ser consumido ou engarrafado. Há quem tenha o hábito de adicionar uma gordura, azeite ou óleo, ao vinho. Ao ser depositado na superfície, o objectivo é selar o vinho e preservá-lo do contacto com o ar, tal como uma rolha o faz na garrafa.

A saber: O Vinho de Talha pode apresentar-se ligeiramente turvo, já que não é filtrado por processos industriais ou químicos.
O Vinho de Talha tem um aroma e sabor que fogem dos estereótipos, dado o seu processo peculiar de fabrico.
O Vinho de Talha deve ser bebido jovem, dado que é um vinho natural. Apenas lhe é adicionado um pouco de anidrido sulfuroso para melhorar a sua conservação em garrafa.

terça-feira, outubro 30, 2012

Herdade do Peso

Herdade do Peso Ícone Tinto 2007

Denominação de Origem: DOP Alentejo

Enólogo: Luís Cabral de Almeida

Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Alfrocheiro

O Vinho: Herdade do Peso Ícone é o vinho de topo que a Sogrape Vinhos Produza no Alentejo, declarado apenas em anos excepcionais de qualidade máxima e evidente. Herdade do Peso é a marca que revitaliza a essência do Alentejo mais profundo, trazida à superficie pela ciência e know how da Sogrape Vinhos., produzindo vinhos exuberantes e cativantes, cujos sabores, aromas e cores nos fazem lembrar a vida no seu melhor, tal como a região onde nascem.

Notas de Prova: O Ícone Tinto 2007 apresenta uma profunda cor rubi com nuances violeta. Revela um aroma exuberante e complexo, onde sobressaem os frutos pretos, como amoras e mirtilos, harmoniosamente conjugados com nuances balsâmicas; mentol e caixa de tabaco; e ainda notas a especiarias, sobretudo pimenta. Na boca apresenta uma notável  frescura e uma excelente estrutura e equilíbrio, com taninos presentes mas sedosos, de grande qualidade. O seu final é complexo, revelando grande elegância e persistência aromática.

Vinificação e Maturação: As uvas foram cuidadosamente escolhidas, tendo sido eliminados os componentes vegetais e os bagos mal formados ou com deficiente maturação. Após desengace total e suave esmagamento procedeu-se à sua fermentação e maceração prolongada em cubas de aço inoxidável a temperatura controlada, durante cerca de 20 dias. Atingido o equilíbrio organoléptico pretendido, procedeu-se depois à suave prensagem das massas e à cuidadosa separação do vinho de gota das prensas, mantendo-se esta separação até ao final. Após fermentação maloláctica, os melhores vinhos foram seleccionados e estagiaram durante cerca de 14 meses em barricas novas de carvalho françês. O lote final foi elaborado com base na selecção qualitativa das inúmeras provas e análises efectuadas durante este período, que permitiram escolher os melhores vinhos. Antes do engarrafamento o vinho foi submetido a uma ligeira colagem e filtração. No sentido de preservas a sua mais alta qualidade, foi engarrafado sem tratamento de estabilização pelo frio, o que poderá provocar a formação de depósito durante a sua evolução em garrafa. A fim de atingir o bouquet e o equilíbrio adequados para consumo teve um estágio em garraf de cerca de 2 anos.

A garrafa deve ser armazenada deitada em local fresco e seco e ao abrigo da luz. Dever ser servido a uma temperatura entre os 17ºC-20ºC.

Ideal para acompanhar pratos ricos de carne, como o borrego, pratos de caça, como lebre ou javali e ainda queijos fortes.

segunda-feira, outubro 29, 2012

Bols Licores

Licores Bols

A história da BOLS começa no ano de 1575, quando Lucas Bols montou uma pequena destilaria nos arredores de Amesterdão.

Com as especiarias e ervas aromáticas trazidas pelos mercadores holandeses, Lucas e os seus descendentes aperfeiçoaram as suas obras-primas.

Para conseguir os seus sabores genuínos seguindo os mais elevados padrões de qualidade, estilo e requinte, a BOLS trata ela própria dos processos de maceração, destilação e filtração, recorrendo a sumos naturais  ao invés de concentrados ou corantes.

Os licores BOLS representam estilo, sofisticação e qualidade suprema, sendo lideres à escala mundial. São geralmente utilizados em misturas para long drinks ou cocktails e os produtos estão conotados com uma imagem de qualidade e versatilidade que atravessa idades e barreiras culturais.

Referências disponíveis:
Blue; Banana; Cacao White; Cacao Brown; Creme de Cassis; Coffee; Cherry; Triple Sec; Strawberry; Peppermint Green

Altas Quintas Reserva 2005 Tinto

Altas Quintas Reserva - Vinho Regional Alentejano

Colheita: 2005
Produtor: Altas Quintas Lda
Enólogo: Paulo Laureano
Castas: Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet

Enologia: Desenhado com base numa selecção de uvas com elevadas concentrações das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet. O vinho fermentou em balseiros de carvalho françês Seguin Moreau com temperaturas controladas a que se seguiram macerações de trinta dias. Estagiou durante dezasseis meses em barricas novas de carvalho françês e americano, e após uma filtração grosseira, permaneceu em garrafa, até atingir um equilíbrio e uma harmonia que permitiu o seu lançamento no mercado.

Notas de Prova: Vinho de cor granada profunda, com aromas de compotas de ameixa e amoras negras, mescladas com notas de especiarias e chocolate negro. Na boca revela associado a uma forte estrutura e uma frescura surpreendente, taninos firmes mas sedosos e uma agradável, longa e persistente elegância.


Viticultura: As vinhas encontram-se a 600 metros de altitude, inseridas num planalto que se desenvolve de forma única, na área do Parque de São Mamede. As condições do mesoclima desta zona, os solos de médio potencial produtivo e a altitude a que se encontram as plantas, contribuem para um terroir único, que se descobre e se sente nos vinhos.
A vinha é conduzida dentro de um programa de protecção integrada e, após uma forte redução de produção e de uma aturada selecção das uvas, as mesmas foram colhidas de forma manual, talhão a talhão e casta a casta durante o mês de Setembro. A colheita fez-se para pequenas caixas de 20 Kg, as quais foram transportadas para a adega. Para este vinho foram seleccionadas as uvas com as concentrações mais elevadas da colheita de 2005.

sexta-feira, outubro 26, 2012

Reconhecer os aromas

Quando nos preparamos para analisar o aroma de um vinho, a primeira coisa a saber é que de nada serve cheira-lo continuamente. Existe um mecanismo da adaptação que se traduz numa diminuição da percepção da intensidade dos odores  presentes.
Assim, leve o copo junto ao nariz, inspire e concentre-se nos aromas que rapidamente detectar, não repetindo essa operação mais de duas ou três vezes consecutivas. Se desejar sentir de novo o perfume, faça uma breve pausa, 15 a 20 segundos, antes de voltar a aproxima-lo do nariz. Para exercitar o olfacto, é importante memorizar o nome quando percepcionamos um dado aroma. Uma boa forma de o fazer é repeti-lo em voz alta, associando-o a imagens, sons e até acontecimentos. De facto, os odores invocam episódios e estados de espírito. No olfacto, prevalece a memória episódica. Às vezes o odor é expresso como um acontecimento ou um elemento que o caracteriza. Pode-se treinar com os alimentos ou as refeições, tentando captar e memorizar as notas aromáticas presentes. Abra o frigorífico ou a despensa e cheire o que encontra. Será uma boa ideia repetir a operação mantendo os olhos fechados, tentando associar o odor ao nome., para verificar se o memorizou correctamente. Siga uma ordem por categorias, começando pela fruta, ananás, banana, laranja, limão, maçã e morango, mas também frutos secos , que são aromas que aparecem muito nos vinhos. Depois dedique-se às especiarias , baunilha, canela, noz-moscada e pimenta, entre outras. Em seguida, considere os legumes mais comuns. Se tiverem rama esfregue-a nas mãos para cheiras as notas vegetais que deixa, típicas em alguns vinhos como os elaborados com a casta Sauvignon. Finalmente conclua com as ervas aromáticas, manjericão, orégãos, rosmaninho, aromas que se encontram em alguns vinhos. Preste ainda atenção as ambientes, como as floristas, padarias, pastelarias, para ter uma memória olfactiva ainda mais apurada. Na prática sensorial é usual usar-se preparados já vendidos para tal.

quinta-feira, outubro 25, 2012

The Balvenie - 30 Anos

The Balvenie - 30 Anos

O Malte Master da destilaria, Davis Stewart, seleccionou os melhores cascos guardados há trinta anos na destilaria The Balvenie.

Resulta do casamento de The Balvenie suavemente envelhecido  em cascos de Bourbon com o The Balvenie amadureciso em cascos de Sherry oloroso, o que o torna um Single Malt Whisky suave e rico, com uma profundidade e complexidade invulgares.

Foi distinguido pelo International Spirits Challenge 2006, com uma Medalha de Ouro. Distinguido com uma Medalha de Ouro "Best in Class" no International Wine & Spirits Competition 2006.

Notas de prova: Melado e sedoso no nariz com taninos suaves e nuances de laranja caramelizada. The Balvenie 30 Anos apresenta uma grande profundidade, com chocolate negro, notas de ameixa, marzipan e pêras caramelizadas. Um final excepcionalmente suave e longo com uma especiaria suave e uma doçura que teima em desaparecer.

Altas Quintas Branco

Altas Quintas Colheita - Vinho Regional Alentejano

Colheita: 2008
Produtor: Altas Quintas Lda
Enólogo: Paulo Laureano
Castas: Verdelho e Arinto

Enologia: Construído sobre uma base nas castas Verdelho e Arinto, este vinho resultou de uma selecção das melhores uvas brancas de Altas Quintas. A fermentação decorreu em barricas novas de carvalho françês a uma temperatura  de 14º C e posteriormente o vinho foi deixado nas mesmas barricas em maturação durante mais seis meses. Ao longo deste período foi feita uma batonnage, progressivamente decrescente para conferir ao vinho uma maior estrutura.

Notas de prova: O vinho de cor citrina, mostra notas de fruta tropical muito intensa, mescladas com a especiaria da madeira. Na boca une a sua frescura e uma estrutura marcante, complexa e de elevada persistência.

Viticultura: As vinhas encontram-se a 600 metros de altitude, inseridas num planalto que se desenvolve de forma única, na área do Parque de São Mamede. As condições do mesoclima desta zona, os solos de médio potencial produtivo e a altitude a que se encontram as plantas, contribuem para um terroir único, que se descobre e se sente nos vinhos.
A vinha é conduzida dentro de um programa de protecção integrada e, após uma forte redução de produção e de uma aturada selecção das uvas, as mesmas foram colhidas de forma manual, talhão a talhão e casta a casta durante o mês de Setembro. A colheita fez-se para pequenas caixas de 20 Kg, as quais foram transportadas para a adega.

domingo, outubro 21, 2012

A avaliação

O efeito alone

No reconhecimento das sensações, um dos problemas que se nos pode deparar é o designado "efeito alone". Por exemplo, se um vinho é caracterizado por uma elevada adstringência, este atributo será acentuado no vinho provado imediatamente a seguir. Já com a doçura , acontece exactamente o contrário, neste caso.podemos falar de supressão da sensação.

A avaliação pessoal

De todos os factores que determinam a avaliação de um produto, assume particular relevância a experiência pessoal. Depois de um jantar à base de marisco que correu mal ou foi indigesto, será fácil que o seu cheiro se torne indesejável por muito tempo. Se, pelo contrário, o mesmo constituiu o repasto principal de uma noite agradável, teremos tendência a premiar esse odor.
Pela mesma ordem de ideias, o estado de espírito do provador tem a sua importância na avaliação sensorial. Não apenas na aceitação, mas também na descrição do produto. A experiência, a cultura, a linguagem, a memória e a emotividade não se limitam a intervir na percepção, mas também são parte integrante e activa desta.
O olfacto é um sentido especial, as suas conexões com o cérebro, em particular com áreas neurológicas relacionadas com a emotividade e a memória, são mais evidentes do que as dos outros sentidos.

O reconhecimento das sensações

Quando se prova um vinho, quer seja a nível profissional ou por prazer, são muitos os factores individuais que intervêm: a condição psicológica , a capacidade intelectual e o grau de formação ou de treino do provador,.... Não é possível ignorar os factores psíquicos que entram em jogo no decorrer da percepção, mas podemos tentar compreender de que modo podem modificá-la. As sensações que nos chegam de cada um dos sentidos não são independentes, mas formam um todo, de tal forma que a percepção final é complexa e global. Geralmente conseguimos distinguir sensações básicas, mas no momento em que provamos um vinho devemos decompô-las em elementos mais simples. Antes de estes serem designados pelo nome, precisam ser reconhecidos (a detecção de um odor concreto precederá à sua denominação). A capacidade de identificar determinadas percepções depende das experiências de cada um.
Para pôr em prática a análise olfactiva de um vinho não é necessário ser um especialista, mas sim estar treinado e apto a reconhecer e designar os aromas. Se nunca cheirámos o cheiro do feno, dificilmente este se manifestará no perfil do vinho. Podemos sentir qualquer odor não definido mas a nossa mente não sabe designar esse aroma.
Depois de termos percepcionado determinada sensação e de a decompor-mos em elementos mais simples , torna-se necessário atribuir-lhe palavras que advenham da nossa experiência. No caso do feno, podemos recordar-nos de algo que nos lembre o celeiro dos nossos avós, mas não saber dar-lhe um nome. Por isso, o processo de análise, a capacidade expressiva e a amplitude do léxico do provador são fundamentais. Poder-se-ia pensar que o que percepcionamos num vinho é apenas fruto da mente e dos seus condicionalismos. Que quando sentimos, por exemplo, uma aroma de frutos silvestres, ele não existe como tal, mas que se trata apenas de uma convenção. Mas não é bem assim. Os aromas que percepcionamos num vinho são reais, devido a moléculas que se desenvolveram durante o processo de produção, que existem no mundo vegetal e que são responsáveis pelos odores  típicos do fruto, da flor ou do ambiente em que estão presentes. O que acontece é que, para serem reconhecidos, necessitam que o provador já tenha passado por uma experiência sensorial que permita identificá-los.

Tom de Baton Branco 2010 - Douro

Tom de Baton Branco 2010

Enólogo: Paulo Duarte

Produtor: Terroir d'Origem, Lda

Castas: Viosinho, Códega, Malvasia-Fina, Gouveio, e Rabigato

Segundo o produtor, " o nosso compromisso é apostar na qualidade aproveitando ao máximo as potencialidades situadas em Casal de Loivos-Pinhão, a mais nobre zona de vinhos da Região Demarcada do Douro".

Vinhas e Vinificação: As uvas são provenientes de uma vinha em Sabrosa, implantada em terreno de xisto, com mistura de várias castas, como Viosinho, Códega, Malvasia-Fina, Gouveio e Rabigato. A vindima decorreu no início de Outubro. As uvas foram vindimadas manualmente e de acordo com uma selecção criteriosa das melhores uvas da vinha. As uvas foram totalmente desengaçadas e imediatamente prensadas em prensa pneumática. O mosto de lágrima foi arrefecido e decantado a baixas temperaturas durante 24 horas. A fermentação decorreu  em depósitos de inox com controlo de temperatura de cerca de 16 graus centígrados, durante três semanas. Estagiou apenas em cubas de inox para preservar todos os aromas da fruta fresca.

Cor: Cítrica e límpida
Nariz: Bastante frutado, a causar desde logo muito boa impressão, com destaque para as notas tropicais e cítricas, estas bem presentes
Boca: Muito agradável, a confirmar o excelente nariz e com um final extremamente refrescante, potenciado pela excelente acidez, onde quase nem se notam os seus 13,5 por cento de volume alcoólico. Esta frescura é também potenciada pela ausência de estágio em madeira. Um vinho muito agradável aos sentidos.

Acompanha: Pratos de peixes gordos e carnes.

sábado, outubro 20, 2012

As interacções entre os sentidos

Os nossos sistemas perceptivos estão em estreita relação. As sensações nunca dizem respeito a apenas um sentido, mas à união de planos sensoriais diferentes, aquilo a que se designa por "sinestesia". A linguagem que usamos no quotidiano confirma-o. Muitas vezes expressamos uma sensação relativa à visão, ao olfacto ou à audição com termos característicos de outros órgãos sensoriais, uma cor estridente, um aroma picante, uma música doce...As nossas percepções são, assim, muito complexas, e há muitos exemplos que o comprovam. Isto é particularmente evidente durante a prova de vinhos, já que a visão, o olfacto e o paladar se influenciam de forma recíproca.
Está provado que substâncias com cores vivas e intensas vêm acompanhadas de odores mais acentuados, quando comparados com outras de tons mais ténues. A cor pode influenciar de tal forma o olfacto que torna alguns aromas irreconhecíveis. Exemplo, foi possível observar que alguns provadores não conseguiam distinguir aromas de sumos frutados, gelatinas e gelados que apresentassem uma cor não característica, tal como uma gelatina de morango de cor verde ou uma bebida de framboesa de cor amarela. Pelo mesmo motivo a cor vermelha intensa com reflexos violetas num vinho pode tornar maior a intensidade do seu frutado. O mesmo pode acontecer num líquido verde, cujo aroma a menta se percepciona mais intenso relativamente a um de coloração vermelha.
Também o paladar pode influenciar significativamente o olfacto. Algumas sensações tendem a enfatizar outras. Exemplo, com o aumentar da sensação doce, o aroma frutado também parece mais intenso.
A audição também pode interferir nas nossas percepções, já se demonstrou que, na ausência de sinais auditivos, é mais difícil reconhecer os sabores doce e salgado, assim como o excesso de ruído pode causar uma diminuição dos odores. É por estas razão que se mantém o silêncio nas salas de prova.
O tacto, em alguns produtos, a viscosidade, por exemplo, é determinante, repare que uma das características mais populares do chocolate é a sua solubilidade. Este tipo de interacções pode depender da nossa estrutura neurológica, de condicionantes culturais ou da nossa psicologia. O provador não tem controlo sobre elas, nem sequer através da sua consciência. Aquilo que se pode controlar são as condições em que as provas se realizam, optimizando assim o ambiente, reduzindo o ruído e os estímulos que possam interferir com o aspecto sensorial específico que está a ser avaliado. Exemplo, para alguns produtos, pode-se recorrer a luzes coloridas para mascarar uma cor que possa influenciar a avaliação do odor. 

Gerard Bertrand - Le Viala

Le Viala é originário dos contrafortes solarengos do Minervois La Livinière. Um terroir histórico, no sopé da Montagne Noire que permite às castas mediterrânicas, Syrah, Grenache e Carignan, exprimirem-se plenamente.

Solo: Marga e calcário. Este solo muito árido é um travão natural à produção de vinho devido ao enraizamento profundo. A parcela encontra-se exposta a Sul nos terraços da aldeia de La Livinière a uma altitude de 250 metros.

Castas: 60% Syrah, 25% Grenache e 15% Carignan

Vinificação: Maceração em cachos inteiros para Syrah e Carignan, maceração depois do desengace para Grenache. Envelhecimento durante cerca de 12 meses em pipas de carvalho novas.

A sua cor é violeta densa

No nariz, perfilam-se notas delicadas de frutos pretos. Encorpado, muito concentrado, com taninos fortes, bela frescura com perfumes a lembrar ervas frescas da charneca e chocolate preto, alcaçuz e diversas especiarias.

Apresenta-se com uma grande maturidade. Para todos os adeptos de vinhos dominados pela casta Syrah forte e autentica.

Acompanha: peito de pato e grandes queijos 

Sensação que prevalece

Para além dos factores e dos mecanismos "distorcivos", deve-se ter em conta que cada um de nós tem uma sensação que prevalece. Há pessoas especialmente visuais, com uma óptima memória fotográfica, outras particularmente auditivas e outras mais sinestésicas, que relacionam planos sensoriais diferentes (o gosto com o cheiro ou a visão com o tacto). Diante de um bolo, um indivíduo mais visual poderá reparar nas respectivas dimensões e cores, enquanto um sinestésico tenderá a captar perfumes ou as sensações envoltas no palato. Seguindo a mesma ordem de ideias, quando se pronuncia a palavra "folha" num determinado grupo de pessoas, poderá quem visualize apenas a sua imagem, quem sinta o seu sussurro pelo embate do vento ou quem imagine o seu perfume herbáceo ou se lembre do seu sabor amargo. Assim se percebe que, ao descrever uma percepção, os indivíduos se comportem de maneira diferente em função do seu órgão dos sentidos dominante.

A integração das sensações
As diferentes sensações nunca nos chegam diferenciadas, aquilo que percepcionamos e vivemos é sempre uma experiência multi-sensorial, vivida e recordada na sua globalidade. As sensações que advêm dos diversos sentidos não podem se consideradas de forma independente. Pelo contrário, formam um todo.
Exemplo, quando provamos um vinho, temos antes de tudo, durante a análise sensorial, um impressão gustativa global. Depois, para definir o sabor, fazemos um esforço mental para separar as diferentes características; ácido, amargo ou doce.
A subdivisão da análise sensorial de um vinho em quatro fazes: avaliação visual, olfactiva, gustativa e retro-nasal, não é, por isso natural e óbvia. O provador tem de se empenhar em isolar os diferentes componentes. Daí que a capacidade de análise, ou seja, a habilidade para decompor uma experiência complexa noutras mais simples, seja um requisito importante para um bom juiz.
Por tudo isso, podemos perceber que, por exemplo, quando cheiramos um vinho, não estamos simplesmente a percepcionar o seu aroma. Na verdade, o seu odor está combinado com a sensação visual que a sua cor transmite, com a temperatura do espaço onde nos encontramos, com o barulho que nos rodeia, com a sensação da cadeira onde estamos sentados......etc. 

A distorção da realidade

Alguns estudiosos defendem que o cérebro, o nosso computador pessoal, processa mais de 11 milhões de bytes por segundo, mais do que pode ser feito por qualquer máquina, por muito potente que seja. Contudo, apenas uma pequena parte dessa informação é trabalhada ao nível do consciente. A nossa mente deve gerir todos os dados a seleccionar e reduzir a informação. A realidade é, portanto, modificada pelo nosso intelecto de acordo com mecanismos fundamentais.

Generalização: Se, durante as férias, provámos um moscatel demasiado doce, poderemos ser levados a não beber mais essa bebida. Mesmo que provemos um outro menos doce, daremos sempre importância ao açucarado do a qualquer outra característica. É a esse tipo de preconceito automático que referimos quando se fala em generalizações. Na mesma ordem de ideias, se degustarmos um azeite de cor verde acentuada, seremos tentados a dizer que o aroma predominante é o herbácio.

Anulação: Fala-se de anulação quando, no interior de uma percepção complexa, seleccionamos apenas alguns aspectos, excluindo ou anulando os restantes. Exemplo, apesar da sobreposição de várias vozes num local lotado e ruidoso, muitas vezes conseguimos seguir uma conversa interessante, porque a sobrepomos às outras. O mesmo acontece quando, num azeite com um aroma herbáceo acentuado, podemos não ser capazes de captar os perfumes menos intensos.

Deformação: Este mecanismo está intimamente relacionado com as expectativas. Se nos for servido um vinho com uma denominação de origem que conhecemos bem, frequentemente sabemos o que podemos esperar. Exemplo, se soubermos que um Bucelas é caracterízado pelo acídulo e frutado típico da casta Arinto, teremos tendência para, em qualquer vinho com essa denominação de origem, captar os mesmos aromas. E podemos senti-los de verdade, porque o autoconvencimento pode realçar qualquer coisa, mesmo que não exista. 

sexta-feira, outubro 19, 2012

Os Instrumentos de prova

De que "instrumentos" nos servimos para provar um vinho? Será dos órgãos dos sentidos? Por muito estranho que nos pareça a resposta é: não propriamente. Na verdade o provador não utiliza os olhos, o nariz ou a boca como instrumentos de medição, mas sim a cabeça, ou seja, o cérebro com todas as distorções que isso comporta. As experiências pessoais e culturais são parte integrante do modo de pensar e agir e, portanto, de percepcionar. Tal significa que durante uma prova de vinhos cada um se comporta de forma diferente.
As características sensoriais de um vinho, as sensações de doce ou frutado, por exemplo, não são realmente propriedade do vinho, mas o fruto da sua interacção com o provador, através dos seus sentidos. Portanto, há uma grande distância entre o produto, com todas as suas qualidades, e a percepção que dele se pode obter. A representação das sensações é pessoal e limitada por muitos factores.

Factores neurológicos
A transformação da realidade inicia-se com a acção dos órgãos sensoriais. Existem desde logo fenómenos que não se conseguem captar. A visão percepciona uma parte das ondas electromagnéticas sob a forma de cores, mas não os raios X, ultravioletas ou os infravermelhos. A audição humana pode captar ondas sonoras variáveis entre 20 a 20 mil ciclos de segundo (Hertz), mas não os ultra-sons que são ondas acústicas com frequência superior.

Factores individuais
Cada ser humano acumula, uma serie de experiências que são parte integrante do seu modo de percepcionar a realidade. Quando sentimos o aroma de um vinho, o seu reconhecimento, a definição das suas características e a avaliação da sua qualidade não podem realizar-se se não tiver tido determinadas vivências. Falamos de percepções simples e genéricas, não é possível reconhecer o amargo de um vinho se nunca se teve a experiência de saber o que é o amargo e em que contexto está presente. Entre os factores individuais encontram-se perturbações como o daltonismo, a anosmia ou a hiposmia.

Factores sociais
O mais importante dos factores sociais é a linguagem. Para compreender melhor este conceito basta ter presente o facto de conseguirmos ver muitas tonalidades, mas apenas identificarmos e descrevermos algumas, porque não possuímos palavras para designar todas individualmente. Assim, cada um de nós pode percepcionar uma ampla porção do universo, ainda que a informação que consiga transmitir seja reduzida.

Macleod's Blended Scotch Whisky

Isle of Skye

Como o seu nome sugere "Isle of Skye" Whisky Escocês Blended Superior, teve a sua origem na mais celebrada das ilhas escocesas.

As suas características são derivadas da receita original de Ian Macleod datada do Século IX - a cuidadosa selecção das melhores qualidades de Malt Whisky, das Ilhas Escocesas e da região de Speyside, envelhecidas individualmente em cascos de carvalho, antes de serem misturadas (blended), retornando aos cascos para apurarem, seguindo-se o engarrafamento.

Da dedicação de Ian Macleod à sua especialidade, resultou um distinto paladar rico e certa maturação, que normalmente só se encontram num Whisky de Luxo.

A ideia de Ian Macleod era simples: " Os outros Blends de whisky, seja qual for a excelência da sua qualidade, não lhe faziam lembrar a sua terra natal ". Esta receita continua a ser ainda hoje utilizada, sem ser alterada.