sexta-feira, outubro 26, 2012

Reconhecer os aromas

Quando nos preparamos para analisar o aroma de um vinho, a primeira coisa a saber é que de nada serve cheira-lo continuamente. Existe um mecanismo da adaptação que se traduz numa diminuição da percepção da intensidade dos odores  presentes.
Assim, leve o copo junto ao nariz, inspire e concentre-se nos aromas que rapidamente detectar, não repetindo essa operação mais de duas ou três vezes consecutivas. Se desejar sentir de novo o perfume, faça uma breve pausa, 15 a 20 segundos, antes de voltar a aproxima-lo do nariz. Para exercitar o olfacto, é importante memorizar o nome quando percepcionamos um dado aroma. Uma boa forma de o fazer é repeti-lo em voz alta, associando-o a imagens, sons e até acontecimentos. De facto, os odores invocam episódios e estados de espírito. No olfacto, prevalece a memória episódica. Às vezes o odor é expresso como um acontecimento ou um elemento que o caracteriza. Pode-se treinar com os alimentos ou as refeições, tentando captar e memorizar as notas aromáticas presentes. Abra o frigorífico ou a despensa e cheire o que encontra. Será uma boa ideia repetir a operação mantendo os olhos fechados, tentando associar o odor ao nome., para verificar se o memorizou correctamente. Siga uma ordem por categorias, começando pela fruta, ananás, banana, laranja, limão, maçã e morango, mas também frutos secos , que são aromas que aparecem muito nos vinhos. Depois dedique-se às especiarias , baunilha, canela, noz-moscada e pimenta, entre outras. Em seguida, considere os legumes mais comuns. Se tiverem rama esfregue-a nas mãos para cheiras as notas vegetais que deixa, típicas em alguns vinhos como os elaborados com a casta Sauvignon. Finalmente conclua com as ervas aromáticas, manjericão, orégãos, rosmaninho, aromas que se encontram em alguns vinhos. Preste ainda atenção as ambientes, como as floristas, padarias, pastelarias, para ter uma memória olfactiva ainda mais apurada. Na prática sensorial é usual usar-se preparados já vendidos para tal.