quarta-feira, abril 04, 2012

A Garrafa





O vinho engarrafado só começou a ser comercializado no século XVIII. No início, o armazenamento e transporte do vinho era feito em ânforas de barro ou peles de animais e , mais tarde, em barris de madeira. Com a introdução da garrafa de vidro conseguiu-se, pela primeira vez, manter o líquido herméticamente fechado, o que permitiu aumentar a sua vida útil, impedindo-o de se transformar precocemente em vinagre.
Atualmente, a maioria dos vinhos são comercializados em garrafas dos mais diversos formatos, cores e tamanhos.

No caso do formato, a escolha do tipo de garrafa prende-se mais com aspetos estéticos do que, propriamente, com as necessidades de conservação do vinho. Os mais comuns no mercado português são a bordalesa, a alsaciana, a renana e a borgonhesa.

A garrafa bordalesa tem, como o nome deixa antever, origem na zona de Bordéus e é a mais usada para os vinhos. O facto de ter ombros altos e pescoço abrupto dificulta a passagem de sedimentos para o copo.

A alsaciana é a mais alta e delgada. Entre nós, é usada sobretudona embalagem de vinho verde.

A renana, originária da região alemã de Reno, apresenta um formato alongado e estreito, com ombros pendentes.

A garrafa borgonhesa também deve o nome à sua região de origem, a Borgonha. É uma das mais antigas. Larga e curta, tem um aspeto mais estilizado, graças a um percoço mais gradual e aos ombros em pendente. É o formato escolhido para os vinhos do Dão DO.

A capacidade das garrafas é um aspeto mais importante do que se possa pensar, tendo alguma influência sobre o envelhecimento e a conservação do vinho. O tamanho mais comum é o de 75 centilitros, mas existem outros, como o de 375 mililitros e o de 1,5 litrros ( as chamadas garrafas Magnum), cuja utilização, dependendo do vinho, se encontra legislada.
A cor do vidro também não obedeçe apenas a questões estéticas, pois é fundamental para proteger o vinho da ação da luz. Assim, é habitual que se utilizem tons mais escuros para vinhos destinados a envelhecerem em garrafa, enquanto os claros, ou mesmo incolores, se destinam aos vinhos brancos jovens, de forma a destacar a cor do vinho. Quanto às cores propriamente ditas, embora predomine o verde, também há garrafas azuis, âmbares e até negras.