quinta-feira, junho 27, 2013

D'Eça 2009

D'Eça 2009
Douro - DOC

Viticultura e dados climáticos
O clima em 2009 foi genericamente mais quente do que a média, principalmente em Março, o que contribuiu para um arranque precoce do ciclo vegetativo, terminando com um Agosto e Setembro também mais quentes. A precipitação esteve abaixo da média no fim do Inverno e princípio da Primavera e embora o Verão tenha estado dentro da normalidade, Maio foi muito seco e Setembro também. As condições foram benignas, não tendo sido um ano com grande incidência de doenças. As maturações foram completas, originando vinhos concentrados. Com um estado fitossanitário impecável, no contexto de práticas sustentáveis e amigas do ambiente, suportadas por um trabalho rigoroso nas vinhas, foram seleccionaas para este vinho parcelas de Tinta Roriz, Touriga Nacional e Tinto Cão com vinte anos de idade.

Vindima manual:
Iniciada a 22 de Setembro e concluída a 4 de Outubro de 2009, garantindo-se a exclusão de qualquer cacho que não apresentasse a qualidade exigida.

Fermentação e estágio:
A vinificação foi conduzida em lagar de inox e de granito, com temperatura controlada, tendo as massas vínicas sido sujeitas a uma maceração pré-fermentativa. A fermentação maloláctica já foi efectuada em barricas novas e com 2 e 3 anos, de carvalho americano e françês, onde prosseguiu o estágio por um período de 12 meses. O lote final ficou composto por 55% Tinta Roriz, 30% de Touriga Nacional e 15% de Tinto Cão.

Engarrafamento e notas de prova:
Engarrafado em Fevereiro de 2011
Cor: Granada muito intenso
Aroma: Frutos vermelhos, especiarias e nuances de café provenientes de madeira nova muito bem integrada.
Boca: Boa estrutura, num conjunto concentrado. Boa acidez e um fim de boca persistente.
Temperatura de serviço: 18-20º
Gastronomia: Caça, assados, carnes vermelhas...

Produtor: João Carlos Moura Coutinho Almeida D'Eça de Sousa
Enólogo: Daniel Fraga Gomes

sexta-feira, junho 21, 2013

D'Eça 2008

D'Eça 2008
Douro DOC

Viticultura e dados climáticos:
O clima em 2008 foi algo irregular, registando-se em Abril e Maio precipitação acima da média, depois um Verão seco e um Setembro normal, com precipitação de 21 a 23 de Setembro, mas a seguir, tempo seco até à vindima. As temperaturas proporcionaram uma Primavera ligeiramente mais quente e um Verão ligeiramente mais fresco. A luminosidade também foi menor do que a média. Estas condições foram favoráveis ao aparecimento de doenças como o oídio, e o controlo teve de ser muito atento e rigoroso. A colheita foi muito equilibrada e com teores alcoólicos mais moderados. Com um estado fitossanitário impecável, no contexto de práticas sustentáveis e amigas do ambiente, suportadas por um trabalho rigoroso na vinha, seleccionou-se uma parcela de Tinta Roriz e outra de Touriga Nacional, ambas com 20 anos de idade, para este vinho.

Vindima manual:
A 4 de Outubro de 2008, garantindo-se a exclusão de qualquer cacho que não apresentasse a qualidade exigida.

Fermentação e estágio:
A vinificação foi conduzida em lagar de inox e granito, com temperatura controlada, tendo as massas vínicas sido sujeitas a uma maceração pré-fermentativa particularmente longa. A fermentação maloláctica já foi efectuada em barricas de carvalho françês e americano, onde prosseguiu o estágio por um período de meses. O lote final ficou composto por 75% de Tinta Roriz e 25% de Touriga Nacional.

Engarrafamento e notas de prova:
Engarrafado em Abril de 2010
Cor: Granada muito intenso
Aroma: Frutos vermelhos, especiarias, caruma de pinheiro e até pinhão, e nuances de café provenientes de madeira nova bem integrada.
Boca: Boa estrutura com a frescura do vinho a sobressair, num conjunto envolvente e complexo. Boa acidez e um longo e persistente final.
Temperatura de serviço: 18-20ºC
Gastronomia: Caça, assados, carnes vermelhas...

Produtor: João Carlos Moura Coutinho Almeida D'Eça de Sousa
Enólogo: Daniel Fraga Gomes

D'Eça Reserva 2007

D'Eça Reserva 2007
Douro DOC

Viticultura e dados climáticos:
O ano de 2007 apresentou características de excepção. Do ponto de vista climático o Verão foi mais fresco do que a média e a precipitação foi também superior, em contrapartida Setembro foi quente e seco garantindo uma maturação fenólica muito boa. Com us estado fitossanitário impecável, no contexto de práticas culturais sustentáveis e amigas do ambiente, suportadas por um trabalho rigoroso na vinha, seleccionámos uma parcela de Tinta Roriz e outra de Touriga Nacional, ambas com 20 anos de idade como base para o lote deste vinho.

Vindima Manual:
A 29 de Setembro de 2007, garantindo-se a exclusão de qualquer cacho que não apresentasse a qualidade exigida.

Fermentação e estágio:
A vinificação foi conduzida em lagar de inox e granito, com temperatura controlada, tendo as massas vínicas permanecido em maceração durante  semanas. A fermentação maloláctica já foi efectuada em barricas de carvalho americano e françês, criteriosamente escolhidas, onde o vinho estagiou durante 12 meses. O lote final ficou composto por 70% de Tinta Roriz e 30% de Touriga Nacional.

Engarrafamento e notas de prova:
Engarrafado em Junho de 2009
Cor: Granada intenso
Aroma: frutos vermelhos, figo, especiarias e nuances de café provenientes de madeira nova bem integrada
Boca: Boa estrutura com a fruta a sobressair, num conjunto envolvente e complexo. Boa acidez e um longo e persistente final.
Temperatura de serviço: 16-18ºC
Gastronomia: Carnes vermelhas e queijos

Produtor: João Carlos Moura Coutinho Almeida D'Eça de Sousa
Enólogo: Daniel Fraga Gomes


quinta-feira, junho 13, 2013

Ramos Pinto Collection 2010

Adriano Ramos Pinto

Vila Nova de Gaia

Graduação: 13,5% Vol
Região: Douro
Preço: 11.30 €

Em relação à edição de 2009, este vinho, que tem sem dúvida
 um dos mais belos rótulos do mercado, não mudou apenas a imagem.
Mudou também o volume de álcool. Se em 2009 ostentava no dorso uma gravura de Leoneto Cappielo de 1926, o Collection de 2010 mostra uma imagem de bacantes com tigres obtida num postal de 1916. Se em 2009 o volume de álcool estava nos 14,5%, agora baixou para os 13,5%. No essencial, a elevada qualidade deste tinto manteve-se. Aromas intensos de fruta vermelha madura e de arbustos, taninos firmes mas polidos e uma secura final estimulante. Um vinho mais fresco e elegante, apto para a mesa e que, como os seus antecessores (prove-se agora o 2007), ganha com alguns anos de garrafa.

Fonte: Revista Fugas - Jornal Público